Empregos e Serviços

Os Correios estão operando com normalidade em todo o Brasil. Toda a rede de atendimento dos Correios está aberta e todos os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis. O movimento de paralisação está restrito a algumas regiões de apenas 7 Estados: Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Sergipe, Minas Gerais (apenas região da Grande Belo Horizonte), e Tocantins.

Levantamento parcial realizado nesta sexta-feira (19) mostra que 97,7% do efetivo dos Correios está presente e trabalhando — o que corresponde a 122.462 empregados. Nesses locais, o movimento está concentrado na área de distribuição — do total de 12.237 carteiros que deveriam trabalhar hoje nos 7 Estados, 2.411 não compareceram (19,70%).

Tocantins 

No Estado, 90% dos empregados continuam trabalhando normalmente. Desde ontem, o número de grevistas diminuiu e aos poucos os empregados retornam ao trabalho. Todas as agências estão abertas e funcionando normalmente.

O serviço de entrega encomendas expressas (Sedex e Pac) não foi prejudicado. Neste final de semana (dias 20 e 21), haverá um mutirão, em Palmas, para entrega de correspondências, com objetivo de evitar os impactos da paralisação.

Os Correios já estão aplicando o Plano de Continuidade de Negócios, que inclui ações como deslocamento de empregados entre as unidades e realização de horas extras.

Negociação

Em busca de acordo, os Correios ofereceram aos trabalhadores reajuste de R$ 200 em forma de gratificação, a ser incorporada gradualmente, nos salários de quem recebe de R$ 1.084 a R$ 3.077,00. Para quem recebe acima de R$ 3.077,00, o reajuste é de 6,5% no salário base. O reajuste proposto representa um aumento de cerca de 20% sobre o salário base dos agentes de Correios (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo) e abrange 91 mil pessoas (cerca de 90% do efetivo da empresa). A proposta inclui ainda reajuste significativo do vale-cesta, de R$ 158,45, passa para R$ 188,58, e 3 unidades extras de vale alimentação/refeição por mês, com valor de R$ 30,13 cada.

A proposta foi construída em conjunto com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e foi aceita pela maior parte dos sindicatos: Acre, Alagoas, Amapá, Brasília, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Santa Maria (RS), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP).

Por: Redação

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