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A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) se posicionou ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 27, sobre o pedido de prisão requerido pelos Ministério Público Federal, Estadual e Defensoria Pública contra o secretário da pasta, Luiz Antônio da Silva Ferreira. De acordo com a Sesau, as reposições de medicamentos nos hospitais públicos do Estado são frequentes.

O pedido de prisão do secretário da Saúde do Tocantins partiu dos três órgãos fiscalizadores na última sexta-feira, 24. MPF, MPE e Defensoria requereram a justiça a prisão do secretário com o objetivo de forçar o Estado a abastecer os hospitais da rede pública do Estado. No pedido encaminhado a Justiça, o secretário deve ser mantido sob prisão até que se regularize o fornecimento dos medicamentos e insumos no Tocantins. Também foi pedido à Justiça que lhe seja aplicada multa no valor de R$ 100 mil.

A Sesau ressaltou que desde que o secretário assumiu a pasta em maio deste ano, já realizou diversas compras de materiais e medicamentos, além de ter pago mais de R$ 266 milhões para fornecedores. Ainda informou que os processos de compra de medicamentos e insumos são ininterruptos e as reposições são frequentes, conforme a demanda.

Ainda segundo a Sesau, o Governo do Estado mantém negociação com fornecedores e pede que os mesmos agilizem as entregas.

Secretário Viajou

Questionada se o secretário estaria trabalhando normalmente na pasta nesta semana, a Secretaria informou ao Conexão Tocantins que o mesmo está em viajem pessoal desde a última sexta-feira, 24, dia em que os três órgãos fiscalizadores pediram a justiça sua prisão.

De acordo com a Secretaria, Luiz Antônio retorna para a Capital ainda nesta semana.

Prazos

O Conexão Tocantins entrou em contato com a Defensoria Pública e Ministério Público Estadual, aos quais explicaram não haver prazo para que o pedido de prisão contra o secretário seja, de fato, efetivado. De acordo com a Defensoria, depende do acatamento do juiz para com o pedido, que quando realizado, será expedido mandado de prisão.