Economia

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A 9ª edição do Encontro Nacional da Indústria (Enai) foi aberta na manhã de quarta-feira, 05/11, em Brasília com seguimento até quinta-feira, 06/11. A comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), encabeçada pelo presidente Roberto Pires, conta com 25 empresários, incluindo os representantes dos sindicatos patronais da indústria filiados.

No discurso de abertura, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, destacou os caminhos que o país precisa percorrer para colocar a indústria no centro do desenvolvimento estratégico do Brasil. “Não existe país rico sem indústria forte”, declarou Andrade, criticando as políticas públicas que comprometem a capacidade de evolução industrial. “Mais do que sinalizações (do governo), precisamos de ações concretas para alcançar o desenvolvimento com planejamento, trabalho árduo e correções de rotas”, completou mencionando a necessidade de redução de custos e ganhos de produtividade.

Ao ouvir a explanação do presidente da CNI, o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, representando a presidente da República, Dilma Rousseff, defendeu as medidas adotadas pelo governo citando que o Brasil escolheu enfrentar a crise gerando 12 milhões de empregos. O ministro garantiu que vai receber as demandas da CNI na próxima semana para tentar viabilizar uma das reivindicações da indústria de implantar um novo modelo de governança que integre os setores públicos e privados.

Na programação do primeiro dia, os participantes assistiram pela manhã dois painéis com os temas: "Brasil 2015-2018, desafios, expectativas e agenda" e "Como garantir que a agenda da competitividade seja implementada". As duas sessões tiveram como mediador o jornalista William Waack. Durante a tarde os empresários participaram dos debates relacionados a produtividade, estratégias tributárias e fiscal e educação com foco na inovação com mediação dos jornalistas Cristina Lemos, Guto Abranches e Leilane Neubarth.

Na avaliação do presidente da Fieto, Roberto Pires, o dia foi de grande aprendizado para indústria com discussões aprofundadas sobre as situações que dificultam o desenvolvimento das empresas e a evolução do país. "As federações de todos os estados buscam aqui no evento soluções para superar problemas comuns. Sem dúvida, não haverá mudança, principalmente se não houver remédio amargo", concluiu Pires se referindo a reforma tributária e fiscal.

Na quinta-feira, 06/11, o encontro continuou com temas sobre infraestrutura e a posição do Brasil na economia mundial. (Ascom Fieto)