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A senadora Kátia Abreu (PMDB) é quem vai comandar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (23/11) pelo Palácio do Planalto. Ela sucederá o ministro Neri Geller, que assumiu o cargo em março deste ano.

O PT do Tocantins comemora a indicação de Katia já que o petista histórico Donizeti Nogueira, por ser o primeiro suplente, assumirá a vaga da senadora no Senado. Vários membros do partido comemoraram nas redes sociais.

Katia Abreu

Senadora da República pelo PMDB, Kátia Abreu é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desde 2008. Este ano, foi reeleita pela segunda vez para dirigir a entidade representativa dos produtores rurais, que agrega 27 federações estaduais e 2 mil sindicatos.

Kátia foi deputada federal suplente pelo antigo PFL (atual DEM) entre 1999 e 2003, assumindo o cargo duas vezes nesse período. Em 2002, foi eleita para a Câmara dos Deputados, atuando na Casa como vice-líder de seu partido à época.

Em 2006, foi eleita senadora pelo Tocantins e, em outubro deste ano, foi reeleita para mais oito anos no Senado. Kátia Abreu integra a bancada ruralista no Congresso, onde defende medidas como mais investimentos em infraestrutura e a regulamentação da mão de obra terceirizada. Até 2012, foi uma das principais vozes da bancada nas negociações em torno do novo Código Florestal.

Apesar de o setor se posicionar de maneira contrária ao governo em temas polêmicos como a competência do Executivo de demarcar terras indígenas, Kátia Abreu é considerada uma das parlamentares mais próximas da presidente Dilma Rousseff. O registro do seu nome para audiências com Dilma é um dos que aparecem com mais frequência na agenda presidencial.

Desde 1987, quando ficou viúva, a senadora conduz as atividades da Fazenda Aliança, em Tocantins. Formada em psicologia em Goiânia, sua cidade natal, Kátia Abreu também presidiu a Federação da Agricultura do Estado do Tocantins e o Sindicato Rural de Gurupi.

Novos ministros

A ministra da Agricultura foi anunciada juntamente com outros 12 nomes que farão parte da equipe ministerial da presidente Dilma Rousseff no segundo mandato. 

Confira os Nomes:

Aldo Rebelo deixa o Ministério do Esporte, no qual coordenou as ações do governo durante a Copa do Mundo, para assumir a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. O novo ministro do Esporte será George Hilton, deputado federal pelo PRB de Minas Gerais.

Atual governador da Bahia, Jaques Wagner será o novo ministro da Defesa no lugar de Celso Amorim. Na Educação, foi confirmado o nome de Cid Gomes, atual governador do Ceará. Para o Ministério das Cidades, o indicado foi ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do PSD, que substituirá Gilberto Occhi.

Pelo menos seis peemedebistas foram confirmados no comando de pastas do segundo mandato do governo Dilma. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) assumirá o Ministério de Minas e Energia em substituição ao também peemedebista Edson Lobão. Como ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, no lugar de Moreira Franco, também do PMDB, assumirá Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso. O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) vai comandar a Secretaria Nacional de Portos no lugar de César Borges. Além dele, o paraense Helder Barbalho, também do partido, assumirá o Ministério da Pesca, substituindo Eduardo Lopes. No Turismo, permanece o atual ministro Vinícius Lages, que também é filiado ao PMDB e está no posto desde março.

Também foi anunciado o nome do futuro titular da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão, atual secretário-executivo da Casa Civil. Assumirá a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) a professora Nilma Lino Gomes, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE).

No final de novembro, a presidente Dilma Rousseff já tinha anunciado Joaquim Levy como Ministro da Fazenda e Nelson Barbosa no Planejamento. Além dos dois, Alexandre Tombini permanece como presidente do Banco Central, cargo com status de ministro.

Todos os novos integrantes do primeiro escalão do governo devem assumir oficialmente suas funções no dia da posse da presidenta, marcada para as 15h do dia 1º de janeiro.