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O governador Marcelo Miranda (PMDB) visita na manhã desta quinta-feira, 8,algumas obras de presídios que a gestão passada anunciou porém deixou no papel. Miranda vai acompanhado da presidente da Agência de Defesa e Proteção Social, Gleide Braga.

O sistema prisional do Estado passa por vários problemas de estrutura e superlotação. O governo analisa ainda o contrato com a empresa responsável pela manutenção das unidades prisionais, Umanizare que chegou a suspender os serviços porém teve que retomar devido ao risco inclusive se uma rebelião entre os presos.

Conforme dados oficiais atualmente o Tocantins possui 42 Unidades Prisionais, que abrigam 2950 presos, em contrapartida, existem 2150 vagas, contabilizando-se um déficit atual de 800 vagas. Já o Sistema Socioeducativo é composto por oito unidades, distribuídas por regiões, totalizando 206 vagas das quais 168 estão ocupadas atualmente, sendo 158 socioeducandos do sexo masculino e 10 do sexo feminino.

Obras

A gestão passada anunciou a construção da unidade prisional da região metropolitana da Capital, Palmas, mas as obras ainda não começaram já que falta a liberação da Caixa Econômica Federal para dar andamento à próxima etapa. O terreno para a construção da unidade já passou por processo de terraplanagem, de responsabilidade do Estado, e a empresa especializada foi contratada, mediante prévio certame licitatório.

O Ministério da Justiça já liberou R$ 17 milhões para a obra. O objetivo é abrigar 603 detentos do sexo masculino além de espaço para bibliotecas e salas de aula. O governo informou ainda que vai construir um local independente para as mulheres em situação de privação de liberdade, com aproximadamente 100 vagas. A unidade será a primeira do Complexo Prisional Serra do Carmo, localizado no km 40 da Rodovia TO-010, entre a Capital e o município de Aparecida do Rio Negro.

Outra obra que está ainda no papel é a construção de uma unidade prisional em Araguaína. O governo apresentou uma proposta de trabalho, registrada sob nº 84994/2013, no SICONV, perante o Departamento Penitenciário Nacional no valor de R$ 17.074.804,98 (com repasse de R$ 15.367.324,67 e contrapartida de R$ 1.707.480,31). Esta unidade comportará 603 vagas, do sexo masculino.

Essas obras, que deverão ser concluídas nos próximos anos, garantirão mais 1200 vagas para o Sistema Prisional do Tocantins.