Educação

Foto: Elias Oliveira

Construir uma política estadual de educação do campo com o governo, movimentos sociais e educadores, esta foi uma das propostas apresentadas no Seminário de Educação do Campo, realizado nesta segunda-feira, 26, na Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Na oportunidade, o secretário Adão Francisco de Oliveira demonstrou por meio de números o quanto o campo é importante para a economia do país. “A educação do campo não é educação rural, tem que se pensar na prerrogativa das experiências das pessoas que residem no campo”, frisou Adão Francisco.

Um dos expositores do seminário, Erialdo Augusto Pereira, da Escola Estadual Família Agrícola de Porto Nacional, explicou como funciona a metodologia de alternância do ensino, em que o aluno aprende com os conteúdos ministrados em sala de aula e com as experiências propostas para serem executadas com a família. “É um modelo de educação que une a teoria e a prática, em que o educador tem uma formação que vai além do espaço escolar e que garante a elevação da educação do campo”, esclareceu.

Outro palestrante, Cirineu da Rocha, da Via Campesina, destacou que a educação do campo tem que repensar a cultura e os saberes diversos do meio rural. “Não existe quem sabe mais ou quem sabe menos. Existem conhecimentos diferentes. É isso que devemos observar na educação”, disse.

Encaminhamentos

Dentre os encaminhamentos do seminário ficou acertado que o grupo de trabalho da educação do campo deve se reunir com frequência para garantir a construção da proposta política-pedagógica para o Estado.

Os participantes também apresentaram as reais condições das escolas Famílias Agrícolas. A escola de Esperantina está em fase final de construção e há a expectativa de que entre em funcionamento ainda este ano. Já as obras das escolas de Riachinho e Novo Acordo estão paralisadas.

O grupo de trabalho sobre educação do campo também  irá analisar a situação de cada escola, verificar os convênios, recursos e a possibilidade de continuar com os projetos de cada uma delas.

Participaram da reunião cerca de 50 pessoas, representando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), das Comunidades Quilombolas, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado Tocantins (Fetaet), da Escola Estadual Entre Rios, do Movimento dos Atingidos pela Barragem (MAB), técnicos da Seduc, a deputada estadual Amália Santana, o presidente da Agência Tocantinense de Ciência, Tecnologia e Inovação, George Brito, e o superintendente de Desenvolvimento da Educação, Divino Mariozan Rodrigues de Sirqueira.