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Um grupo de líderes do Movimento de Luta pela Moradia foi à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 12, levando cartazes e mais uma vez criticando o auxílio-moradia de R$ 3.800 instituído pelo poder legislativo aos parlamentares. Presente na mobilização, o coordenador do movimento, ex-vereador Bismarque do Movimento, afirmou que é um absurdo um Estado tão novo com uma população ainda muito carente ter um benefício como este. “Nós estamos assim preocupados com a Assembleia que já tem salário de R$ 20 mil e mais ajuda de custo e mais em torno de R$ 50 mil para contratação de assessores. Cada deputado custa cerca de R$ 150 mil reais por mês e agora aprovam um auxílio maior que o piso nacional dos professores? O Tocantins tem outras prioridades como é o caso de mais de 60 mil famílias que não tem moradia. É uma vergonha muito grande”, disse.

Ele lembrou o caso de 500 famílias que ocuparam um terreno habitacional na capital e a Defensoria Pública pediu pagamento de aluguel social no valor de R$ 300 e não foi concedido. “A Defensoria pediu que seja pago aluguel social e o pedido foi negado e ao mesmo tempo parlamentares que recebem tanto são contra essa ajuda e não se mobilizam para de fato ajudar quem precisa.

A meta desses atos de protesto é o cancelamento imediato do benefício e que esse recurso seja revertido para beneficiar quem mais precisa, segundo Bismarque. Milhares de assinaturas foram protocoladas na Casa de Leis pedindo o cancelamento e agora o grupo articula um projeto de lei de iniciativa popular visando cancelar o auxílio em todos os poderes do Estado que também tem o benefício, inclusive o Tribunal de Contas do Estado que  aumentou o valor este ano. “Nossa ideia é mobilizar mais a sociedade”, disse.

Entre os deputados o assunto já está superado. Mauro Carlesse (PTB) e Eduardo Siqueira Campos (PTB) vão doar o benefício para entidades e Luana Ribeiro (PR) disse que não pretende receber. Nenhum parlamentar se manifestou abertamente contra o benefício. O presidente da Casa, deputado Osires Damaso (DEM) já deixou claro que o benefício não será extinto e que é necessário para complementar o trabalho dos deputados.

Petição 

Os manifestantes conseguiram protocolar no mesmo dia na Casa de Leis, a petição contendo 3.692 assinaturas. Após protocolarem, os protestantes tentaram ter acesso ao plenário da AL mas foram impedidos pelos seguranças de plantão. Eles ficaram na galeria da Casa com faixas e cartazes. (Matéria atualizada às 08h50min de 13/03/15)