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Após quase três meses à frente do Ministério da Educação, Cid Gomes deixou o cargo na última quarta-feira, 18, sem dizer a que veio. O MEC está sendo administrado interinamente pelo seu secretário executivo Luiz Cláudio Costa. A deputada professora Dorinha (Democratas/TO), que atua em defesa da bandeira da educação no Congresso Nacional, disse que há uma enorme preocupação sobre o futuro do ensino público brasileiro, uma vez que já se passaram quatro ministros em cinco anos. “É uma situação bastante grave e delicada, dada a grande importância dessa área para o crescimento e desenvolvimento do nosso País”, disse.

A democrata pontuou que o novo ministro encontrará enormes desafios pela frente. O principal deles é a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) para atingir as metas previstas nos próximos dez anos. “São metas muito ousadas e que correm um sério risco de não serem cumpridas se continuar essa crise dentro do MEC”, disse. O PNE traz 20 metas para melhorar os índices educacionais no próximo decênio que vão desde a creche até a pós-graduação.

Dorinha considera o outro importante desafio do novo ministro que é a gestão. “Isso requer formar um currículo mínimo comum, definir metas de atuação com as instituições, alinhar práticas de estados e municípios, fazer diagnósticos para detectar falhas e implementar planos de ações específicos, colocando os recursos da maneira mais eficiente”.

A deputada afirma que a educação é o ministério mais determinante e que, para garantir o avanço no Brasil, “é fundamental tratá-lo de forma responsável”.