Polí­tica

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Os principais assuntos levados à tribuna pelos deputados estaduais na sessão da Assembleia Legislativa foram a demolição de uma igreja na quadra 1306 Sul em Palmas e ainda a provocação feita pelo vereador José do Lago Folha (PTN) com relação à destinação de emendas para a capital para ajudar no subsídio da tarifa de transporte coletivo.

O primeiro a ir na tribuna foi o deputado Eli Borges. “A igreja na 1306 Sul seria inaugurada no sábado, já estavam pintando ela, havia uma alegria dos participantes daquela comunidade mas na quinta-feira derrubaram a igreja”, disse ao mostrar no telão da Assembleia a imagem da demolição. Ele questionou o argumento da prefeitura de que a área era irregular. “Se a área é irregular a ação é mais irregular ainda, a prefeitura não notificou os responsáveis, no caso o padre. Porque essa sede de derrubar por derrubar?”, questionou. 

O deputado repudiou a atitude da Prefeitura de Palmas. “Quero deixar meu repúdio a essa ausência de diálogo, a esse desrespeito à uma comunidade. O caminho do diálogo é um remédio, nada melhor que um bom entendimento, um bom acordo”, disse.

Sobre a provocação com relação as emendas feita pelo vereador Folha, o deputado Eli retrucou: “Coloquei R$ 600 mil para Palmas. Não coloquei via prefeitura mas coloquei para entidades palmenses”, disse. A deputada Luana Ribeiro (PR) também comentou o assunto e disse que o valor das emendas são insuficientes para atender todos os municípios.

Wanderlei reforça

O deputado Wanderlei Barbosa (SD) também fez várias críticas a prefeitura. “A prefeitura deveria ter se comportado diferente, temos o título da capital da fé como é que o prefeito começa a demolir igreja? Há uma informação não oficial que está marcado para demolir mais uma igreja, agora evangélica”, chegou a dizer da tribuna.

O deputado fez várias críticas ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha. “O prefeito chamou empresários de idiotas, esse é o prefeito que ajudei a eleger e que não vou ajudar mais”, disse ao acusá-lo de não ter cumprido a promessa de campanha de não deixar a tarifa de coletivo aumentar na capital. “Quem está aumentando a passagem é o prefeito ele é que tem a prerrogativa de fazer isso. A Câmara ao invés de defender a cidade fica atacando a Assembleia”, frisou. 

Bonifácio também

O deputado José Bonifácio (PR) também criticou o prefeito. “O ataque que ele fez contra o Lelis é inaceitável! O cidadão é um rapaz trabalhador. Ele exercitou o legítimo direito de criticar e o prefeito tripudiou contra um cidadão de bem. Gente que absurdo! O cidadão implanta aqui uma das maiores tarifas de transporte coletivo do Brasil e vem tentar convencer nós humildes bestas de que vai subsidiar”, disse.

Os convênios da Fundação de Esportes de Palmas também foram criticados pelo parlamentar. Ele disse que existe um "militarismo achacador  e aproveitador dentro da administração”, disse ao questionar ainda como foi feita a compra do terreno do Shopping Capim Dourado. “Como é que foi feito a compra do terreno do Shopping? Palmas não pode ficar sujeita a tanta idiotice e roubalheira”,afirmou.

O parlamentar falou ainda da reação da Câmara de Palmas. “Lá tem uma força armada de metralhadora de quem atacar a blindagem, daquele que chama os cidadãos tocantinenses de ladrões e porcarias”, disse.

O deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) comentou brevemente a polêmica nas redes sociais e disse que “pessoas com responsabilidade pública não podem se desqualificar através de redes sociais", ponderou. Segundo ele, o homem público deve estar preparado para críticas.