Campo

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“Que tal economizar com a mão de obra e, principalmente, na quantidade de fertilizantes, além de aumentar a produtividade em mais de 25%?”. Foi com esse argumento bastante atrativo que o pesquisador da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), professor Leonardo Lopes, iniciou sua palestra “Fertirrigação para Aumento da Produtividade no Cultivo de Hortaliças”, na tarde dessa quarta-feira, 6, na Clínica Sebrae, dentro da programação da Agrotins 2015.

Com o uso da fertirrigação o adubo é aplicado juntamente com a água destinada à irrigação. Ao invés do produtor fazer uma aplicação de adubo granulado no pé da planta e perder parte disso por meio da lixiviação e volatilização, com a fertirrigação um processo em que o aproveitamento é de 100%.

“Outro aspecto importante desse mecanismo é que o produtor pode evitar a compactação do solo. Por exemplo, se o produtor é olericultor, e vai utilizar o modelo tradicional de adubação, ele vai acabar promovendo a compactação do solo, pois terá que pisar muitas vezes em torno das hortaliças. Mas se aplicação for realizada via fertirrigação, não haverá necessidade de ficar pisando e com isso mantém a qualidade do solo”, explicou Lopes.

Durante a palestra o pesquisador apresentou um injetor Venturi, a montagem e como funciona esse mecanismo destinado à irrigação. Lopes esclareceu que, embora a utilização desse mecanismo traga muitos benefícios para a plantação e para o produtor, a tecnologia ainda é pouco usada na região Norte do país. Falou também do seu interesse na expansão do nível de fertirrigação em olericultura e fruticultura.

O pesquisador esclarece, no entanto, que no caso da fertirrigação, convém ao produtor procurar um engenheiro agrônomo, pois existem cálculos específicos para fertirrigação. “Não é a mesma quantidade de adubo químico e também não é o mesmo tipo de adubo. Sem esses cuidados, o produtor pode até queimar a planta por excesso de adubo, com a superdosagem. E isso pode também promover uma salinização no solo, daí será preciso tratar o solo, corrigir o Ph”.

Para a acadêmica do primeiro período de Engenharia Agronômica da Unitins, Alice Carvalho de Oliveira, palestras como essa fortalecem o aprendizado e a formação do profissional. “Eu sou apaixonada pelo curso e gostei muito da palestra. Eu já conhecia um pouco do assunto. Então foi bom também porque me permitiu tirar algumas dúvidas e ampliar mais o conhecimento”.

Feira

Com o tema: Cadeia Produtiva de Grãos,  a 15ª Agrotins acontecerá entre os dias  5 e 9 de maio, no Centro Agrotecnológico de Palmas, TO-050, saída para Porto Nacional e deve atrair mais de 95 mil pessoas.

A feira é promovida pelo Governo do Estado do Tocantins, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) e vinculadas, Agência da Defesa Agropecuária (Adapec), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Instituto de Terras do Tocantins (Itertins) e apoio de instituições financeiras e entidades de classe ligadas ao setor produtivo.

Por: Redação

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