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Um dia depois de reunir-se com representantes do Ministério Público Federal, a CPI do Carf teve um primeiro encontro informal com os delegados responsáveis pela condução da Operação Zelotes na Polícia Federal.

O presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO), a relatora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e o senador Oto Alencar (PSD/BA) acertaram um trabalho em parceria com o coordenador da Zelotes, delegado Marlon Cajado, o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Oslain Campos Santana, e o coordenador-geral de Polícia Fazendária, Hugo de Barros Correia.

Os senadores também pediram à Polícia Federal agilidade no envio do inquérito sobre o esquema bilionário de sonegação fiscal e corrupção nos julgamentos do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda.

“A análise do inquérito será fundamental para balizar o início dos trabalhos da CPI, uma vez que a Operação Zelotes já está quilômetros à nossa frente. Com as informações em mãos, poderemos definir com mais clareza os depoimentos na comissão e o andamento das investigações”, avaliou o senador Ataídes. Ele lembrou que a CPI tem o poder de pedir a quebra de sigilo bancário e telefônico dos envolvidos nas denúncias.

O presidente reforçou que o principal objetivo da CPI do Carf é resgatar o dinheiro desviado dos cofres públicos. “O volume de recursos desviados pela corrupção no Carf poderia muito bem cobrir o ajuste fiscal que tanto tem penalizado os trabalhadores brasileiros”, argumentou Ataídes Oliveira.

Na parte da tarde, a CPI do Carf teve sua segunda reunião formal e aprovou 11 requerimentos, entre eles o pedido da lista de todos os devedores da Receita Federal cujos processos fiscais sejam superiores a R$ 100 milhões, além da convocação de dezenas de conselheiros do CARF para depor na CPI.