Polí­tica

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O assassinato da dona de casa Irene Barroso, ocorrido no setor Aureny III na última semana, repercutiu na sessão da Câmara Municipal de Palmas nesta terça-feira, 16. O vereador Claudemir Portugal (PPS) usou a tribuna para lamentar o fato e destacou a necessidade da implantação de medidas visando maior segurança do cidadão palmense.

Portugal criticou o fato de alguns pontos de ônibus estarem localizados longe das ruas e avenidas de maior concentração de pessoas, forçando o cidadão a cortar caminho por terrenos e lotes baldios. Principalmente, o vereador destacou as construções abandonadas como facilitadores de crimes.

“As pessoas andam um quilômetro, dois quilômetros para chegarem à estação ou a suas casas. Esse foi o fato que aconteceu com dona Irene. Ela desceu no primeiro ponto da Teotônio segurado, atravessou aqueles lotes e, ao seguir pela rua 39,  foi atacada por esse mostro e arrastada para uma construção  abandonada”, explicou o vereador.

O vereador afirmou que ainda no ano passado solicitou um levantamento de todos os pontos críticos da cidade usados para o tráfico de drogas e outros crimes. “São centenas de imóveis como esse que estão abandonados, usados para o tráfico, consumo de drogas e agora para crimes como este. As pessoas estão correndo risco todos os dias. Elas passam em frente a estas construções”.

Para o vereador Hiram Gomes (PSDB) o poder público deve agir com rigidez contra os proprietários de imóveis e lotes vazios, a fim de garantir a segurança da população. “É uma questão de responsabilidade também do setor privado”, afirmou o parlamentar.

Etinho Nordeste (PROS) propôs um mutirão de limpeza a cidade, proporcionando mais condições de segurança nas ruas.  Joel Borges (PMDB) lamentou que “fatos como esse tenham que a acontecer para que a sociedade e poder público atentem para a questão da segurança”.  O vereador lembrou que a Câmara de Palmas há tempos vem cobrando medidas de segurança para a cidade. “A gente precisa lutar para que fatos como esse não aconteçam”, disse.

Lúcio Campelo (PR) solidarizou-se com a família de Irene e também destacou a necessidade de mais segurança em  Palmas.