Saúde

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Felipe Siqueira Sousa - que completa 1 ano de vida nesta segunda-feira, 29 -, foi diagnosticado com Leishmaniose Visceral, doença conhecida popularmente por calazar, após exame realizado no Hospital Infantil de Palmas. A suspeita era que a criança estivesse com leucemia e segundo informações repassadas pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) ao Conexão Tocantins, a suspeita foi descartada após o exame realizado na sexta-feira, 26. A falta de uma agulha especial para que o diagnóstico fosse realizado preocupou a família da criança. 

Felipe não é o primeiro a ser confirmado com o calazar já em 2015 no Tocantins. Segundo dados parciais - até o dia 19 de junho - da Sesau informados ao Conexão Tocantins, foram diagnosticados 63 novos casos de calazar em pessoas no Estado no ano de 2015. Segundo dados, em 2013 foram confirmados 263 casos e em 2014, 164 casos.

Os principais sintomas do calazar são febre com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.

Calazar 

O calazar, é uma doença transmitida por um mosquito. Embora raposas, cães, roedores, tamanduás, preguiças e equídeos possam ser reservatório do protozoário e fonte de infecção para os vetores, nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao do homem.

A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.