Saúde

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Antevendo a realização de evento de caráter internacional em Palmas este ano, os Jogos Mundiais Indígenas, técnicos das Secretarias de Estado da Saúde (Sesau) e do município de Palmas (Semus), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Distrito Sanitário Indígena do Tocantins (Dsei-TO) participaram na tarde desta última quarta-feira, 1º de junho, de Oficina de Avaliação Operativa dos Jogos Mundiais Indígenas.

A oficina foi guiada a partir de um checklist elaborado pelo Ministério da Saúde para conferência e planejamento de estratégias de saúde voltadas para eventos em massa.

Entre os pontos abordados na reunião estão a vacinação e a orientação de voluntários e trabalhadores do setor de serviços, como taxistas e profissionais do ramo hoteleiro, que farão atendimento aos indígenas, delegações internacionais e turistas. “Também tratamos sobre serviços de saúde disponíveis na Capital e a articulação dos serviços de saúde na comunicação de ocorrências de interesse à saúde pública”, explica a assessora da Unidade de Resposta Rápida da Sesau, Arlete Otoni.

Na ocasião, foi apontada ainda a necessidade de atualização de fichas de notificação de doenças e agravos que venham a ocorrer durante os Jogos para que haja a inclusão de campos de preenchimento específico para a identificação da etnia, origem do paciente e inclusão de outras informações que possam agregar qualidade aos registros de atendimento.

Aspectos culturais

Outra preocupação destacada durante a oficina trata da definição de estratégias de assistência e vigilância voltadas para especificidades culturais dos povos participantes do evento. “O que precisamos ter em mente é que não é necessário adotar outro modo de cuidado no atendimento de saúde, mas ter um cuidado diferente na abordagem e com a diferença cultural”, explica o técnico Jefter Mendes, do Dsei-TO.

Pelo menos dois novos encontros devem acontecer para prosseguimento do planejamento entre os meses de julho e agosto, sob a orientação do Ministério de Saúde.