Polí­tica

Foto: Divulgação O deputado Wanderlei Barbosa foi um dos que não economizou nas críticas O deputado Wanderlei Barbosa foi um dos que não economizou nas críticas

O decreto da Prefeitura de Palmas que delimita os pontos de saída das vans foi ainda mais criticado na sessão da tarde desta quarta-feira, 05 de agosto, na Assembleia Legislativa. O deputado Elenil da Penha (PMDB) que iniciou a discussão, reafirmou o seu descontentamento diante do decreto que não permite que o transporte de vãs possa buscar ou deixar os passageiros. "Nesse caso pode até estar no embasamento legal mas é infelizmente uma situação que traz um prejuízo extraordinário a população do Tocantins em que pese a obrigação do prefeito em disciplinar o transporte no município. Espero que o senhor prefeito possa fazer uma revisão nesse decreto ", frisou. 

O deputado Wanderlei Barbosa (SD) foi um dos parlamentares que não economizou nas críticas. “E é esse o homem que diz que vai ficar 50 anos no poder, e para ficar 50 anos no poder é claro que ele vai precisar do interior e não sei porque motivo passa a agredir aqueles que utilizam de um transporte tão importante que é o caso das vans”, afirmou.

Wanderlei Barbosa ainda falou da frieza do prefeito de Palmas, Carlos Amastha em atender as pessoas mais humildes. “O prefeito daqui sempre provou uma insensibilidade gigante com as pessoas mais simples, com os humildes. Agora ele está afetando as pessoas do interior: aqueles que vêm de Aparecida do Rio Negro, de Santa Tereza, de Porto Nacional, que utilizam o sistema de transporte de vans”, disse. Segundo o parlamentar, para o prefeito Amastha "é muito mais importante um metro de grama para deixar morrer no verão do que uma criança na escola”, alfinetou.

A parlamentar Luana Ribeiro (PR) também se mostrou preocupada com a situação. De acordo com a deputada, o prefeito baixou um decreto impedindo que essas vans deixem as pessoas em casa, mas nunca precisou andar de van. "Mas eu espero que ele coloque a mão na consciência e entenda que são pessoas que contribuem para a formação desse estado e são cidadãos que estão utilizando um serviço tradicional no nosso Estado. Espero que o prefeito Carlos Amastha reveja essa condição do transporte aqui em Palmas", afirmou. 

Valderez Castelo Branco (PP) lamentou o decreto e fez questionamentos: "Será que vai ser proibido andar os ônibus na cidade? Será que vai ser proibido andar o BRT? Por que proibir as vans? por que tirar o direito das pessoas humildes que se pudessem andariam em um carro, em um táxi?", questionou.