Polí­tica

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A greve da Educação no Estado causou discussão na sessão da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 13 de agosto. O deputado Elenil da Penha (PMDB) fez um chamamento para compreensão diante da situação porque passa o Estado e disse ser preciso encontrar uma solução para o término da greve que persiste por mais de 60 dias. "Como ter a solução do problema se o governo está dizendo: nós não temos dinheiro?! A situação está caótica e a greve continua, os alunos continuam sem aulas e os profissionais sem estar em atividade, e nesse processo todos tem razão mas o prejuízo é da população", afirmou o parlamentar. 

O deputado apresentou dados confirmados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet). Segundo dados, 91% das escolas estaduais estão sem aula, 16 mil professores e 7 mil servidores do quadro administrativo estão sem fazer o seu trabalho nas escolas. A solicitação dos professores são 8, 34% da data base, o retroativo das progressões de 2013, 2014 e 2015, eleições para diretores e enquadramento do administrativo equipando o salário do professor normalista e do professor de educação base.

O deputado Elenil pediu compreensão. "Quero fazer um chamamento a todos de forma desarmada. Que nós possamos compreender os profissionais mas também que possamos compreender a situação porque o Estado enfrenta", frisou o deputado. 

Paulo Mourão (PT) apoiou as afirmações de Elenil e disse ser preciso achar um caminho o quanto antes. "É necessário urgentemente achar um caminho aonde o Estado possa abrir um diálogo de convergência de ações e os professores também terem a compreensão da gravidade que se encontra o Estado de órdem financeira e ainda administrativa. Quero crer que esse governo tenha esta capacidade do diálogo ", afirmou. 

Mourão frisou esperar que na próxima semana seja encontrada uma saída para a greve da Educação no Tocantins. "O mundo se move pelo processo educacional", disse.