Polí­cia

Foto: Dennis Tavares

O Instituto de Criminalística (IC) da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) realizou na manhã dessa quarta, 19, demonstração de novos equipamentos adquiridos através de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Foram recebidos seis softwares e um equipamento UFED Touch, que irão auxiliar o trabalho desenvolvido pela Seção de Informática Forense, além de software destinado à Seção de Audiovisual.

De acordo com o perito criminal Paulo Francisco Ribeiro Filho, o equipamento recebido permitirá a recuperação, extração e análise de dados de smartphones, celulares, tabletes e computadores, permitindo o acesso a conversas de whatsapp, ligações, sms, fotos e vídeos. “Vai agilizar nosso trabalho porque ele consegue extrair dados de uma variedade enorme de modelos de celulares. Sendo que antes tínhamos que improvisar, usar softwares diferentes para cada celular, cabos diferentes. E agora temos toda essa tecnologia concentrada em um só aparelho”, explicou.

O perito esclareceu ainda que essa tecnologia poderá ser aplicada tanto na resolução de crimes cibernéticos, quanto em outros casos diversos, como de pedofilia, homicídios e ameaças. “Cada vez mais nossa demanda de trabalho é maior. Porque toda a vida das pessoas, hoje em dia, está registrada nesses aparelhos”, afirmou. 

A perita criminal Leila Diniz Alves afirmou que há 12 anos esses equipamentos eram esperados pela Seção de Informática Forense. “Antigamente tínhamos que transcrever manualmente as mensagens de celulares e tabletes. Depois passamos para um equipamento improvisado, desenvolvido por nós mesmos aqui na Seção. Mas agora nosso trabalho poderá ser mais rápido”, considerou.

O software recebido pela Seção de Audiovisual faz a limpeza e traz qualidade às gravações de áudio que estejam com muito ruído e de difícil entendimento.

Para o superintendente da Polícia Científica, Gilvan Nolêto, esse é um momento muito importante para o Instituto de Criminalística. “A Senasp tem sido nossa maior parceira porque não temos recursos. E esse equipamento vem atender uma necessidade de mais de uma década. Nós já temo profissionais que estão entre os melhores do país, e esses instrumentos permitem que consigamos auxiliar a Justiça com maior qualidade, através da ciência”, concluiu.