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O povo sami ou lapões ou saame, como são chamados, representará a Finlândia na primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, na cidade de Palmas, no Tocantins, de 20 a 31 de outubro. A delegação do país estará presente com um grupo composto por dez pessoas que vivem na Lapônia, região situada ao norte dos países escandinavos – Finlândia, Noruega e Suécia – e se estende por parte do território russo, península de Kola.

Os samis são um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 mil pessoas, das quais 17 mil vivem na Suécia, 35 mil na Noruega, 2 mil na Rússia e 5.700 na Finlândia. Eles são aborígenes que durante mais de um século desafiaram tentativas de assimilação por parte de outras culturas.

Segundo os líderes finlandeses, Kalle Varis e Riitta Orti-Berg, a maior motivação em participar dos jogos é encontrar outros povos para trocar experiências, pois os jogos são de alta relevância, e nós podemos possivelmente mostrar uma imagem positiva ao mundo. Kalle também afirma que é possível sediar a próxima edição dos jogos.

Eles chegaram ao território finlandês há cerca de quatro mil anos e tinham uma economia com base na caça, mas no século XVI iniciou-se o pastoreio de renas, uma atividade forte entre eles até os dias de hoje, mesmo que uma minoria atualmente faça isso para viver, e também já não tenha mais uma vida nômade. O idioma é com certeza um dos mais curiosos da Europa, uma variedade de nove pertencentes ao mesmo tronco linguístico do finlandês, estoniano e húngaro. Mas apesar de muitos próximos, o idioma falado no norte pode não ser compreendido por samis do sul e vice versa.