Educação

Foto: Divulgação

Após a decisão da desembargadora Jaqueline Adorno determinando o fim da greve dos professores da rede municipal de ensino da capital Palmas/TO, a categoria realizou protesto nesta sexta-feira, 9 de outubro, na TO-050, em Taquaralto. Um dos organizadores do evento, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Palmas (Sintet) e professor Antônio Chadud, informou ao Conexão Tocantins na tarde de hoje, que cerca de 1.200 profissionais do ensino participaram do ato.

Chadud disse que a categoria ainda não foi notificada quanto a decisão da desembargadora e disse ter ficado surpreso com a velocidade da decisão. “Queremos chamar a atenção do governo municipal que ao invés de negociar, o que qualquer governo faz com o comando de greve, ele pega uma liminar que sai em 30 horas de greve, o que é considerado atípico, declara ilegal e a gestão passa a fazer terrorismo com os servidores”, afirmou.

Antônio Chadud confirmou as afirmações do presidente do Sintet em Palmas, Joelson Pereira, de que a greve continua e só terminará se houver consenso da categoria em assembleia. “Para nós a greve continua! Só a assembleia decide o rumo do movimento. Só pode terminar com assembleia geral, não vai ser a justiça, não vai ser a gestão que vai acabar com a greve!”, frisou.

A assembleia da Educação de Palmas acontece na terça-feira, 13, às 08 horas no Rancho Bahia.

Corte de Ponto 

A Prefeitura de Palmas informou que haverá o corte dos vencimentos no período integral em que "os servidores não cumprirem o seu dever de assiduidade ao ofício público", segundo a Prefeitura. 

Constrangimentos 

Professores e o Sintet afirmaram estarem sofrendo constrangimentos e ameaças do prefeito Carlos Amastha e do secretário responsável pela pasta, o Danilo de Melo Souza. Uma professora chegou a dizer que foram humilhados. "O Sindicato repudia e isso só demonstra a a incapacidade do prefeito e do secretário de dialogar", afirmou o presidente do Sintet em Palmas, Joelson Pereira. (Matéria atualizada às 16h46min)