Esporte

Foto: Miller Freitas Estudantes são capacitados para serem os protetores dos direitos humanos nos jogos Estudantes são capacitados para serem os protetores dos direitos humanos nos jogos

Enquanto os atletas estarão lutando pela melhor colocação nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que acontecerá em Palmas entre 23 de outubro e 1º de novembro, um time de dezenas de voluntários protetores dos direitos humanos estará paralelamente trabalhando na defesa de públicos ameaçados, na busca também de bons resultados.

Para isso, acontece hoje à tarde uma reunião da Agenda de Convergência na Rede de Proteção dos Direitos Humanos dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas para estabelecer o fluxo e o plano de trabalho. Será realizada às 15 horas, no auditório da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTR), em Palmas.

Desde que Palmas foi anunciada como a cidade sede dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, intensificaram-se as preocupações do movimento de direitos humanos de criança e adolescência e outros públicos com direitos violados (população LGBT, mulheres, indígenas, negros, moradores de rua) em grandes eventos, uma vez que esse contexto poderia agravar a situação de vulnerabilidade já existente. A Agenda de Convergência é uma determinação do governo federal, que deve ser aplicada em todos os grandes eventos realizados no país.

Para tanto, após várias reuniões de articulação, foi criado um comitê gestor da Agenda de Convergência, composto por diversas instituições governamentais, não governamentais e da sociedade civil, com o objetivo de ser um espaço permanente de articulação e integração de políticas para a efetivação dos direitos humanos de crianças e adolescentes e outras pessoas. No comitê, o Estado é representado pela Secretaria de Defesa e Proteção Social (Sedeps) e o município pela Secretaria Municipal de Integração Social e Defesa do Consumidor.

De acordo com a secretária de Defesa e Proteção Social Gleidy Braga, a realização dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas, considera as mesmas experiências nacionais da Copa das Confederações, da Jornada Mundial da Juventude e da Copa do Mundo 2015, que também adotaram agendas de convergências, que também serão aplicadas em outros eventos que o País sediará, como as Olimpíadas, e a possibilidade de que crianças e adolescentes, população em situação de rua, pessoas idosas, LGBT, mulheres e pessoas com deficiência sejam expostas a situações de violações de direitos. “O engajamento de todos os parceiros já sinaliza que os jogos indígenas serão referência positiva para o Brasil e para o mundo”, assegura.

Atribuições

O comitê gestor da Agenda de Convergência tem as seguintes atribuições: gestão da Agenda de Convergência; elaboração do plano de ação a ser aplicado durante os jogos; organização de grupos de trabalho; monitoramento da agenda; orientação técnica e recomendações para a implementação dos plantões integrados, equipes itinerantes e espaços de convivência; formação sobre direitos humanos para equipes dos jogos; e organização da campanha de prevenção contra a violência.