Economia

Foto: Letícia Remião

Artesãos já estão preparados para fazer grandes negócios durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que acontece em Palmas até dia 31. Serão 44 etnias brasileiras e internacionais que vão expor seu trabalho na Feira Mundial de Artesanato Indígena promovida pelo Sebrae Tocantins, durante os Jogos. Nesta quinta-feira, muitos deles já estavam preparando seus estandes para atender o público. A Feira tem abertura oficial nesse sábado, dia 24, ás 10 horas, mas amanhã, sexta-feira, já receberá visitantes.

O trabalho de preparação começou há quatro meses, quando cerca de 90 artesãos indígenas das etnias Xerente, Javaé e Karajá participaram de uma oficina em design e qualidade de produção realizada pelo Sebrae Tocantins. A oficina teve como objetivo valorizar o artesanato indígena e agregar valor às peças comercializadas, de forma a evidenciar as manifestações culturais de cada povo e contribuir com a renda dos artesãos.

Ministrada pela artista plástica Heloísa Crocco, a oficina buscou estimular o desenvolvimento de produtos inovadores a fim de elevar o padrão de qualidade estético, mercadológico e cultural de cada etnia, incentivando que as comunidades incorporassem práticas sustentáveis na produção de peças artesanais, sem afetar as manifestações culturais enraizadas no artesanato de cada povo.  

Para o artesão Darci Javaé, a oficina contribuiu para aperfeiçoar e organizar o modo de produção do artesanato. “Esperamos que o aprendizado aplicado possa valorizar o nosso trabalho e beneficiar a nossa comunidade”, comenta o artesão, que trabalha especialmente com peças confeccionadas com materiais naturais, como sementes e palha de buriti. 

A feira de artesanato conta com a presença de 44 expositores indígenas de etnias nacionais, como Javaé, Xavante, Xerente, Guarani Kaiwoá, Kayapó, Pataxó, Assuriní e Matis, bem como de povos indígenas da Guatemala, Chile, Equador, Congo, Costa Rica, Nicarágua e Bolívia.

Além das peças artesanais, os visitantes da feira também podem conferir o espaço Warã, uma área tecnológica que propicia uma vivência que remete às aldeias e ocas dos povos indígenas; a Praça Central Povo Ynã, na qual serão realizadas intervenções culturais com artistas regionais e indígenas; bem como o Espaço Kali, que terá atividades lúdicas e brincadeiras voltadas para o público infantil; e um café cultural.