Saúde

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O Tocantins já tem 60 casos confirmados de recém-nascidos com microcefalia, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), divulgados ontem. Há duas semanas, o número era de 49.

O zika vírus é considerado pelo Ministério da Saúde como uma das causas para microcefalia. No Estado, são 418 casos suspeitos de zika. Desse total, segundo a Sesau, foram confirmados apenas seis casos. O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, responsável também pela transmissão da dengue e chikungunya.

Nacional

No Brasil, são 3.174 registros de microcefalia, um aumento de 6,7% em uma semana, segundo balanço atualizado do Ministério da Saúde, com dados até 2 de janeiro. Na última semana, o País somava 2.975 casos suspeitos em 656 municípios de 19 estados e Distrito Federal. Com o avanço, os casos agora se estendem em 684 cidades, distribuídas em 20 estados e no DF. O novo Estado a entrar na lista é o Amazonas, que investiga um caso suspeito. Entre os registros, também são investigadas 38 mortes de bebês com suspeita de microcefalia.

A região Nordeste ainda concentra a maioria dos casos suspeitos, ou 86% do total. Pernambuco registra o maior número em investigação, 1.185 notificações. Em seguida, estão Paraíba, com 504 registros, e Bahia, com 312. Também há casos suspeitos no Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123), Rio de Janeiro (118), Maranhão (96), Piauí (48), Goiás (40), Pará (33), Espírito Santo (32), Minas Gerais (18), São Paulo (6), Mato Grosso do Sul (3), Distrito Federal (2) e Rio Grande do Sul (1).

Vírus Zika

O governo considera que os casos estão relacionados ao vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e identificado no País em maio do ano passado. Em poucos meses, o vírus se espalhou e já tem circulação confirmada em 19 estados, segundo balanço atualizado do Ministério da Saúde.

A associação ocorre após resultados de exames que identificaram a presença do vírus zika em amostras de sangue e tecidos de um bebê no Ceará e em duas gestantes cujos fetos apresentaram, por meio de ultrassom, sinais de microcefalia ainda durante a gestação.

O governo recomenda a intensificação do combate ao mosquito vetor como forma de impedir novos casos. pridas, além da instalação de telas nas casas contra o mosquito.

O Ministério da Saúde adota como principal parâmetro para a suspeita de microcefalia os casos em que o perímetro da cabeça do bebê ao nascer é menor ou igual a 32 cm. A medida vale para partos não prematuros, e deve ser verificada novamente após 48 horas.