Opinião

Foto: Divulgação Oscar Alves é delegado sindical regional do Sindicato dos Profissionais em Educação Física no Tocantins de Arraias Oscar Alves é delegado sindical regional do Sindicato dos Profissionais em Educação Física no Tocantins de Arraias

A distância entre a teoria e a prática diminuiu ao longo dos anos, graças ao espaço que o tema vem conquistando na mídia, aos exemplos e a iniciativa de alguns abnegados, confederações, federações, com credibilidade para buscar parcerias na iniciativa privada e no poder público no Brasil e no mundo. Começamos a sonhar com a verdadeira política Esportiva Nacional, não se pode negar a importância que o Governo Federal vem dando ao segmento, através de aprovação de Leis de Incentivo Fiscal (no Tocantins parada na assembleia legislativa há tempos), a Time Mania, programas como Bolsa Atleta, enfim, existe vontade política, principalmente cumprindo seu dever constitucional (C.F.- art.217) e retornando a sociedade ao impostos que pagamos, temos o Ministério do Esporte. No Brasil, a taxa de natalidade e o índice de analfabetismo ainda são altos, o índice de desenvolvimento humano (IDH) é baixo, louvável a iniciativa da Pastoral da Criança, a qual vem diminuindo a taxa de mortalidade infantil, e o esporte é o termômetro de todos esses índices.

É preciso os estados federados implantarem uma gestão esportiva mais ousada, captar e destinar orçamento, e ai aguardar os resultados. Investir no esporte é barato, a exemplo, a citação de Koff Annam “a cada dólar investido no esporte, economiza 3.2 na segurança pública”. O retorno financeiro e social nesse mundo globalizado é garantido, o esporte gera empregos e movimenta bilhões. Teremos qualidade de vida (saúde, educação,...), todos ganham.

No nosso Estado, o Tocantins, tem ações isoladas, porém serias, seja no esporte comunitário ou no esporte rendimento, precisa na prática, investir nas categorias de base, na nossa matéria prima, a iniciativa privada tem um papel de suma importância, como parceiras. Sempre existiram professores de educação física, técnicos e dirigentes aptos a contribuir desde o planejamento à execução de politicas públicas para o esporte. É claro, que a troca de experiências com profissionais de outros Estados é importante, mas a realidade é a nossa, é a de cada Estado. Ter vontade política do executivo é importante, não só para mudar, e sim transformar. Política partidária e esportiva podem até andar juntas, os interesses estão inseridos na luta das classes. Quantos tênis Vanderlei Cardoso precisou para fazer história? Um. Doado pelo Diretor da escola, através da merendeira, fato exibido no Globo Repórter (05/01/2007), programa em homenagem ao Pan de 2007, onde literalmente o Brasil transpirou e respirou o esporte e milhares de sonhos foram aguçados. Quantos Vanderlei Cardoso existem por ai? O vôlei iniciou em 1973, na gestão do Nuzman, e o resultado é visível. Todas as modalidades terão espaço, desde que exista planejamento a médio e longo prazo.

Em 1982, quando menino em Arraias, no antigo Nordeste Goiano “o corredor da miséria”, hoje Sudeste do Tocantins, quis chegar ao órgão máximo do futebol no Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), graças a Deus, planejamento, a família, ao escotismo, estudos, erros, acertos,... Chegamos, é possível sim, tem que ter muita Fé. Diante dos fatos, da luta de classes, dos sonhos, continuo acreditando na formulação, no Brasil de uma política esportiva que gere empregos, riquezas, realize sonhos e apta a desenvolver a autoestima de nossa gente, que é nossa maior riqueza, e aí sim, a verdadeira inclusão social através do esporte. Enquanto isso o nosso Tocantins retrocede com a extinção da Secretaria de Esportes.

*Oscar Alves - Profissional em Educação Física, delegado sindical regional do Sindicato dos Profissionais em Educação Física no Tocantins de Arraias

Por: Oscar Alves

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