Economia

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O varejo tem registrado ao longo dos últimos anos números que deixam rastros de preocupação e incertezas. Em 2015, ano do ápice da crise, não poderia ser diferente. Em todo o Brasil, cerca de 95,4 mil lojas (que empregam ao menos um funcionário) fecharam suas portas segundo um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No Tocantins, o percentual foi o menor registrado no País, comparado ao ano de 2014, com apenas - 1,4%, segundo informação da Federação do Comércio do Tocantins - Fecomércio.  

O presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni, acredita que este ano o cenário deverá ser semelhante. “A crise econômica vivida pelo país e em especial, pelo Tocantins, ainda acarretará em novos fechamentos, tendo em vista que algumas empresas não terão condições de arcar com despesas tributárias e folha de pagamento. É lamentável para a economia o fechamento dessas empresas, já que o comércio de bens e serviços são setores fundamentais para o PIB tocantinense”, exaltou.

Ainda de acordo com o estudo que teve como base dados do Caged/MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, das 27 unidades da Federação, apenas uma não apresentou queda no número de estabelecimentos varejistas, o estado de Roraima.

As maiores variações negativas ocorreram no Espírito Santo (-18,5%), no Amapá (-16,6%) e no Rio Grande do Sul (-16,4%). Com recuos de 16,1%, 11,6% e 12,7% nos respectivos volumes de vendas, esses três estados apresentaram no acumulado de janeiro a novembro, retrações maiores que a média nacional (-8,4%). Entretanto, os Estados de São Paulo (-28,9 mil), Minas Gerais (-12,5 mil) e Paraná (-9,4 mil) responderam juntos, por mais da metade (53,3%) da queda no número de estabelecimentos.

Setores atingidos

Em termos absolutos, foram os hipermercados, os supermercados e as mercearias que apuraram a maior diminuição no número de lojas (-25,6 mil) em relação a 2014. Esse segmento reponde por um em cada três estabelecimentos comerciais do País. Somados às lojas de vestuário e acessórios, esses segmentos responderam por quase metade (45,0%) das lojas que saíram de operação.