Palmas

Foto: Divulgação Microempresários foram a Câmara de Palmas apelar por restabelecimento de energia elétrica Microempresários foram a Câmara de Palmas apelar por restabelecimento de energia elétrica

O vereador Milton Neris (PR) usou a tribuna da Câmara de Palmas na sessão desta terça-feira, 23, para apoiar 60 microempresários da região sul de Palmas e ainda, criticar a Prefeitura de Palmas e a secretária de Desenvolvimento Econômico e Emprego, Cleide Brandão, pelo não pagamento de duas faturas somadas em mais de R$ 18 mil, e solicitação do desligamento do fornecimento da energia aos pequenos empresários daquela localidade. Os empreendedores estão sem energia há oito dias.

Com a presença da presidente Joana Darc e outros representantes da Associação da Praça de Alimentação do Taquaralto (Apac) na sessão de desta terça-feira, Milton Neris informou que a secretária de Desenvolvimento Econômico de Palmas, Cleide Brandão, foi a responsável por solicitar o desligamento. "A secretária na sua insensibilidade não chegou ao ponto nem de analisar as contas de energia. Aqui tem uma conta que venceu no mês 11 de R$ 7. 411, 59. Mas essa conta não é deles (dos microempresários) não! É da Secretaria Municipal de Habitação! Se a Secretaria de Habitação cedeu para que eles utilizassem e vem pagando até este momento e nós votamos para o roçamento para que pagasse todo o custeio da Prefeitura, isso aqui já está no orçamento, já está empenhado, mas a maldade da secretária é muito grande. Nem sequer foi lá para saber o que eles estão passando. Eles estão há oito dias batendo em tudo quanto é porta e ninguém olha para eles. Sessenta pais de família proibidos de trabalhar por falta de energia”, informou.

O vereador continuou com as críticas. "Uma coisa que às vezes eu não compreendo na gestão do prefeito (Carlos) Amastha é que alguns secretários que talvez nunca souberam o que que é bater um prego numa barra de sabão e de repente se utiliza da sua condição em que o povo os colocou e paga eles (sic), para oprimir esse tipo de cidadãos, essas pessoas pequenas e humildes que trabalhão na nossa cidade. Nós não estamos falando dos que estão no presídio, na delegacia dando problemas para a sociedade, nós estamos falando dos que acordam de madrugada e trabalham para sustentar suas famílias", disse. 

Segundo o parlamentar, os pequenos empresários aceitaram a proposta de colocar um padrão de energia e arcarem com as despesas mas, segundo informou Milton Neris, enquanto a gestão de Palmas não quitar as contas que estão atrasadas, a empresa responsável pelo fornecimento de luz, não ligará a energia aos microempresários.  “Como é que eles vão pagar a conta da Secretaria de Habitação? Está faturado para a Secretaria de Habitação”, questionou. O vereador informou ainda que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico está envolvida. “Não é a Secretaria de Habitação que está brigando por esse assunto não, é a Secretária de Desenvolvimento Econômico que até agora não conseguiu uma patrol para patrolar as ruas do Distrito Industrial de Taquaralto, que não conseguiu até agora um trator para fazer o roço, porque os empresários estão sendo roubados todos os dias. Que não conseguiu até agora colocar iluminação no Distrito de Taquaralto. Mas é boa para penalizar 60 trabalhadores dessa cidade”, frisou. 

O vereador questionou gastos em outras áreas. "O que explica gastar R$ 2 milhões no carnaval da fé e deixar 60 homens e mulheres trabalhadores dessa cidade sem energia para trabalhar? O que adianta gastar mais de R$ 1 milhão nesses visores da Teotônio Segurado como educação de trânsito e deixar o trabalhador sem energia. Está tudo errado!”, criticou. 

O vereador Joaquim Maia (PV) falou em intransigência. "Não pode deixar uma coisa que está sendo concedida ao longo dos anos pela Prefeitura e de uma hora para outra, simplesmente, deixá-los sem energia por quase duas semanas. Como é que eles vão fazer? Mais uma vez a intransigência da gestão. Essa gestão é caracterizada por isso. Não se respeita o cidadão! A Prefeitura tem que buscar o caminho é de resolver", disse. 

Joel Borges (PMDB) afirmou que, no mínimo, o poder público tem que medir primeiro as consequências. "Acho que no mínimo o poder público tem que ser responsável em fazer um trabalho, uma visita e discutir o assunto, seja ele qual for. Nesse caso foi arbitrário e trouxe consequências a esses trabalhadores", afirmou.