Palmas

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Ao avaliar as restrições apresentadas pela Prefeitura de Palmas ao tráfego de veículos pesados na região central da cidade, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Tocantins (Sindcam/TO), José Aparecido, cobrou mais valorização para a categoria. A gestão municipal anunciou um decreto que limita horários e cria outras normas para a circulação de veículos grandes no perímetro urbano da Capital.

De acordo com o prefeito Carlos Amastha (PSB), a proposta determina horários para o tráfego de caminhões em locais que possam atrapalhar o trânsito, danificar a pavimentação e equipamentos urbanos. Segundo o gestor, a intenção é evitar que esses veículos circulem em horários de pico, como o começo da manhã, horário de almoço e fim de tarde. A prefeitura já fez reuniões com representantes de entidades comerciais, mas só em um desses momentos convidou o Sindicato dos Caminhoneiros.

José Aparecido avalia que a Prefeitura parece desconhecer a importância da categoria transportadora. "Apesar de tradicional colaboradora no desenvolvimento da capital e do Estado, a classe-alvo da medida é pouco lembrada. Queremos que a situação seja resolvida de maneira que todos ganhem, mas o caminhoneiro não pode ser penalizado mais uma vez, nem ser responsabilizado pelos prejuízos em ruas e demais estruturas da cidade”, alertou.

O sindicalista afirma que setores da prefeitura têm afirmado que não precisam dos caminhões e que os consideram empecilhos ao desenvolvimento local. “Há tempo os caminhoneiros vêm trabalhando no vermelho, e ainda correm o risco de ser prejudicados com essa medida da gestão municipal”, acentuou Aparecido.

O representante classista afirmou que a categoria concorda com a construção de um possível anel rodoviário e também com a determinação de horários para a circulação dos caminhões, mas que tudo seja feito de forma prudente sem causar prejuízo para a categoria e para a população. “Se prevalecer a ideia de caminhões só descarregarem na periferia de Palmas, tendo as empresas e as pessoas físicas que viabilizar outras formas de levar mercadorias, mudanças e outros produtos até seu destino final, só vai acarretar mais despesas e aumentar o custo de vida da população”.

Audiência pública

Durante audiência pública realizada semana passada na Assembleia Legislativa em que se debateram os altos preços dos combustíveis, José Aparecido cobrou a isenção de impostos sobre o óleo diesel tanto ao Estado como também da Prefeitura. Ele disse que o óleo diesel é o sangue que dá vida ao desenvolvimento econômico do Brasil e o Transporte Rodoviário de Carga (TRC) é o distribuidor da riqueza, por isso seria justo isentar os impostos desse importante produto, sobretudo para o TRC e para o setor agrícola.  

Aparecido ressaltou que a referida categoria é controlada pelo governo, através da Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT), fator segundo ele, que favorece a concessão e a fiscalização da possível isenção. "Se os governantes concedessem isenção de impostos sobre o óleo diesel para o segmento TRC, seria um ótimo resultado para a política econômica e se a medida for estendida ao setor produtivo seria a conquista do progresso", sustentou.