Polí­tica

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Após participar da manifestação contra a corrupção nesse domingo, 13, em Palmas/TO, o senador Ataídes Oliveira (PSDB) declarou que a movimentação nas ruas provou que há um sentimento claro de mudança no País. “O povo fez sua parte e foi às ruas em um movimento apartidário, que nasceu da própria população. Agora [a definição] depende do Congresso ou da própria [presidente] Dilma que, diante de tudo que ocorreu neste domingo, não precisa mais esperar para renunciar”, afirmou o parlamentar, que é presidente estadual do PSDB no Tocantins.

Ataídes se referiu ao Congresso pelo fato de nesta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir pelo rito do processo de impeachment da presidente Dilma. Com a definição, cabe ao Congresso, principalmente à Câmara, dar andamento no processo. “Esta é uma semana de definições. O que o país viveu hoje é um recado claro: basta! Basta deste governo que perdeu a confiança da população, que hoje tem a prova que foi vítima de estelionato eleitoral, foi enganada na eleição passada”, disse.

O senador participou da manifestação contra a corrupção e contra o governo Dilma e o PT em Palmas que, segundo a organização, reuniu 20 mil pessoas. Houve protestos em outras 245 cidades brasileira, com participação de mais de 6 milhões de pessoas (conforme números organizadores) e 3,5 milhões (segundo estimativa da PM). A manifestação é considerada maior que a Diretas Já!.

Acompanhado da esposa Viviane Fragoso, membros do partido e amigos, ele caminhou por mais de uma hora e ouviu muitas manifestações de populares descontentes com a situação econômica e política do País.

“Estou aqui como cidadão e apoiando e participando da manifestação da população. Sou empresário e tenho o conhecimento na prática que esse governo acabou com a economia do país. Os números são absurdos. E, como político, tenho a clara noção que este governo prejudicou o país com a sanha de dilapidar os cofres públicos com tantos casos escabrosos de corrupção”, disse.

Em recente pronunciamento no Senado, Ataídes apresentou números de como o País fechou sua economia em 2015. Entre os números, estão o índice de desemprego de quase 10%, inflação a 10,57% ao ano, juros de 14,25%, com retração de 4% da economia e dívida pública (interna e externa) de R$ 4 trilhões.

Participação Popular

Também presente na manifestação, a presidente estadual do PSDB Mulher, Cinthia Ribeiro, avaliou a manifestação como “uma resposta clara da população que quer um ‘basta’ da situação política atual”.

“Vejo como uma reação não apenas ao PT, Dilma ou Lula. Eles são, de fato, responsáveis pela crise econômica e política do país, mas o povo foi às ruas pedindo um basta a corrupção e por algo diferente na política, uma ruptura do modelo que está aí atualmente”, declarou. “Este modelo de gestão política precisa urgentemente ser repensado e substituído para que a corrupção seja banida das instituições públicas, da política partidária e da sociedade como um todo”.

Presidente da metropolitana do PSDB em Palmas, Juvenal Klayber se disse emocionado pela reação popular. “Os membros do PSDB de Palmas acompanharam o movimento popular não  como políticos, mas como cidadãos. Se sentiram orgulhosos de poder engradecer esse movimento popular que disse um basta a corrupção nesse país. Foi muito bonito ver o povo na rua para, democraticamente, expor opinião contrária a tudo de ruim que vem acontecendo nesse País. E apoio ao trabalho da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário”, disse.

Na mesma linha de Klayber, o presidente do Tucanos do Cerrado, o grupo de jovens da sigla, Cleiton Bandeira, destacou a participação dos jovens. “Foi uma manifestação da população, feita pela população que não suporta mais esse lulopetismo e a corrupção. Ninguém aguenta mais tanta corrupção. Vimos muitos jovens exercendo a cidadania e, de forma pacífica, protestando, mostrando sua posição ao lado de idosos e adultos. Foi uma lição de cidadania”.

Em Palmas 

A manifestação em Palmas começou por volta de 16h e durou mais de duas horas, na Praça dos Girassóis. Conforme a organização, cerca de 20 mil pessoas compareceram ao movimento. A PM estimou em 7 mil manifestantes.

Os populares acompanharam três trios elétricos durante uma caminhada em volta da praça, com percurso de 3,1 km. Nenhuma ocorrência policial foi registrada. Vestidos de verde e amarelo, com cartazes que pediam “fora PT”, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a presidente Dilma e o ex-presidente Lula e pelo fim da corrupção. Centenas levavam consigo bonecos infláveis de Lula utilizando uniforme de presidiário, o chamado "pixuleco".