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Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o dia 21 de março é celebrado por 193 países ao redor do mundo com eventos para conscientizar a população e promover a inclusão dos portadores. A data faz alusão à trissomia do cromossomo 21, que é a alteração genética característica da síndrome.

A ciência ainda não consegue explicar por que, na fase embrionária, alguns indivíduos passam a ter 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente. Esse material genético extra provoca uma série de alterações que variam de pessoa para pessoa, mas que preservam algumas características comuns, como olhinhos puxados, flacidez muscular, desenvolvimento físico e mental mais lento.

Um exame de ecografia feito entre a 11ª e a 13ª semana de gestação, chamado de Translucência Nucal, pode detectar sinais de que o bebê tem Síndrome de Down. Muitas mães, no entanto, só descobrem que seus filhos têm essas características depois do parto. Geralmente, a notícia causa espanto, medo, dúvidas. Algumas passam por um período de tristeza denominado "fase de luto". Aos poucos, aceitam a nova realidade e começam a busca por oferecer aos seus filhos o melhor que podem em termos de estímulos, desenvolvimento e qualidade de vida.

Guia de Síndrome de Down

Uma coleção, desenvolvida pelo Movimento Down em parceria com especialistas, oferece informações sobre a prática de exercícios para que as crianças possam desenvolver sua capacidade desde o nascimento até a vida adulta.

Recentemente, foi reformulada para incluir brincadeiras e atividades de estímulo para crianças de um a três anos de idade.

"A ideia é que a família tenha em mãos um manual completo de estimulação para os primeiros anos de vida da criança, podendo oferecer assim condições para que ela desenvolva suas capacidades desde o nascimento", diz a apresentação do guia.

Além de promover o desenvolvimento integral da criança, as propostas pretendem oferecer um momento de descontração e alegria para as famílias. Por isso, é importante ter em mente alguns cuidados. "Cada criança tem seu próprio ritmo, que você aos poucos vai perceber e aprender a respeitar. Use sua sensibilidade para escolher o melhor momento do dia para realizar os exercícios. Vocês vão aproveitar mais este momento se seu filho estiver calmo, sem sono, seco e alimentado. Procure transformar essa rotina de atividades em uma hora de prazer. Lembre-se de que é uma forma poderosa de fortalecer o vínculo entre a família e a criança", recomenda a cartilha.

Acessa aqui o Guia de Síndrome de Down. (CNM)