Polí­tica

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O deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins na sessão desta terça-feira, 5, que a Polícia Militar do Tocantins está desaparelhada e que, por isso, passou a ser alvo de marginais. De acordo com o Wanderlei, o momento é de intensa preocupação em relação à segurança pública do Estado.

O parlamentar disse que o Governo do Estado tem que reagir. “O que nos preocupa e que precisamos fazer, é fazer o governo perceber que tem que reagir. Não tem tido por parte do governo nenhuma reação em relação a isso. A própria Polícia Militar passou a ser alvo e me parece que por estar desaparelhada. As reclamações que temos é grande (sic). A Polícia Militar está desaparelhada nas ruas e passou a ser alvo da ação de marginais porque passou a ser alvo frágil”, frisou.

O deputado disse que ficou sentado em um restaurante em Palmas por volta de duas horas e que não passou uma viatura da PM nas proximidades. Wanderlei também falou da morte do PM Ivan Borges em tentativa de assalto a empresa em Palmas. “Nós vimos que o soldado Ivan e outras pessoas foram mortas. Outros policiais foram mortos e isso nos causa preocupação”, sustentou o deputado, complementando: “Vejo policiais daqui sendo deslocados para trabalhar em outro Estado para trabalhar na Força Nacional e vemos hoje os nossos comerciantes, a nossa população à mercê da ação de marginais que se espalham por Palmas e pelas cidades tocantinenses”, afirmou.

O deputado fará um ofício para convocar, através da Comissão de Segurança, o secretário de Segurança Pública, Cesar Simoni, o comandante da Polícia Militar, Glauber de Oliveira Santos, comandantes de Guardas Metropolitanas para Audiência Pública e discussão de plano de segurança. "Para que possamos atuar firmemente já pedindo ao comandante da Polícia Militar, ao secretário de Segurança Pública desse Estado que aumente o contingente de policiais na rua", sustentou.

O deputado Vilmar de Oliveira (SD) disse estar preocupado com a violência. O parlamentar lembrou da ocorrência em Colmeia que resultou na morte do sargento Paulo Pereira da Silva. "A bandidagem a cada dia que passa, só aumentando e não é admissível que um profissional da área de segurança, um pai de família, saia da sua casa, no exercício da profissão para proteger o cidadão e aí logo em seguida vem a notícia que os bandidos mataram", afirmou. 

Para Vilmar de Oliveira "a bandidagem está tomando conta do nosso Estado. Ao comandante Geral da PM, ao secretário de Segurança Pública, ao Governo do Estado, é preciso que tome as devidas providências", frisou. 

Olyntho Neto (PSDB) apresentou moção de pesar pelo falecimento dos dois PMs. “Uma tristeza para toda a população saber que até a Polícia Militar do nosso Estado sofre com o crescente índice de criminalidade”, disse.

Elenil da Penha (PMDB) lançou crítica. “O que observamos é que estamos vivendo um momento de guerra total com relação a Segurança Pública, a Saúde Pública”, disse.