Economia

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Os moradores de Palmas têm sido cautelosos quando o assunto é dívidas, porém neste mês de julho o índice geral da pesquisa que mede o endividamento e a inadimplência dos consumidores da capital (PEIC) subiu 2,1%, já que 68,6% dos entrevistados disseram ter dívidas. Em junho, o índice havia registrado 66,5%. Do total dos consumidores endividados, 13,4% tem contas em atraso e 0,2% afirmaram não ter condições de quitar as suas dívidas. A pesquisa é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins.

A pesquisa mostrou ainda que o tipo de dívida mais comum é o cartão de crédito, com 71,2%, seguidos dos carnês (27,2%) e do financiamento de carro (22,8%). Mas 59,6% consideram-se pouco endividados e isso vem de encontro com a média do comprometimento da renda familiar com dívidas que ficou em 32,9%. Segundo a assessora econômica da Fecomércio, Fabiane Cappellesso, essas dívidas não devem ultrapassar este patamar. “O aconselhável é que as pessoas usem somente até 30% de suas finanças com dívidas a médio e longo prazo, para que o restante seja utilizado no custeio de moradia, transporte, alimentação, lazer, e investimentos”, explicou.

Já a média do tempo de comprometimento com dívidas ficou em 8,3 meses, sendo que a maioria (48,6%) disse ter compromisso com contas por mais de um ano. O presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, aponta sobre os riscos de dívidas a longo prazo. “A economia hoje está muito instável, e com isso, mesmo com um planejamento sólido as famílias devem ter cautela ao aderir uma dívida a longo prazo, tendo em vista que os juros acompanham alguns índices monetários e a taxa de desemprego está cada dia maior. Portanto, quem puder comprar à vista ou com parcelamentos menores, com certeza, é a melhor opção”, disse.

Dentre os que estão com contas atrasadas, 42,9% disseram que o atraso no pagamento é entre 30 e 90 dias, chegando a uma média geral de 54,2 dias.

Para recolher esses dados, a pesquisa ouviu cerca de 500 consumidores da cidade de Palmas, nos últimos dez dias do mês de junho.