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Foto: Divulgação A greve na Saúde, juntamente com o Quadro Geral e Educação no Estado, vem ocasionando transtornos para a população  tocantinense A greve na Saúde, juntamente com o Quadro Geral e Educação no Estado, vem ocasionando transtornos para a população tocantinense

O movimento grevista do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem do Estado do Tocantins (SEET) que iniciou-se no último dia 12, com adesão à greve dos servidores públicos do Estado, já conta com nove unidades hospitalares  paralisadas, sendo elas: os hospitais regionais de Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Miracema do Tocantins, o hospital e maternidade Tia Dedé, os três hospitais da capital (Hospital Infantil, Hospital Geral de Palmas e Hospital e Maternidade Dona Regina), o Hospital Regional de Pedro Afonso, que iniciou o movimento na última quinta-feira, 18 e Guaraí que inicia o movimento nesta segunda-feira, 22.

Com mais de uma semana de greve e com a adesão dos médicos, na semana passada, a greve na saúde vem ocasionando alguns transtornos para a população, pois todos os atendimentos eletivos estão suspensos e a assistência da enfermagem fica prejudicada pelo número insuficiente de profissionais.

Os servidores públicos do Estado uniram-se para cobrar do Governo do Estado o pagamento do passivo da data-base de 2015 e implementação da data-base de 2016. Segundo o presidente do Seet, Claudean Pereira Lima a adesão nas unidades vem ocorrendo gradativamente e crescente a cada plantão. Cerca de 50% do número total de profissionais de enfermagem nestas unidades já aderiram ao movimento, segundo Claudean.

Ainda de acordo com o presidente do Seet, o Governo do Estado vem demostrando a sua total incapacidade em gerir o Estado, “o que estamos presenciando é um governo ditatorial que não sabe gerir os problemas do Estado, é lamentável ver um governador que não tem a mínima capacidade de dialogar com os servidores e que insiste em colocar a culpa da sua incompetência nos profissionais, a enfermagem não aguentam mais trabalhar em um plantão em que a falta de materiais, insumos e alimentação é recorrente. Nos perguntamos para onde vai o dinheiro deste Estado, pois a saúde, a educação, segurança, todos os setores estão um caos, o Governo do Estado não faz nem os repasses devidos aos municípios”, desabafou Claudean Pereira.

A situação ainda deve se perdurar, pois conforme informações do presidente do Seet o Governo do Estado ainda não apresentou nenhuma proposta aos sindicatos das categorias em greve, “os servidores estão em greve e este governo não demostra nenhuma preocupação com a situação, até o momento não recebemos nenhuma proposta por parte do governo”, afirma Claudean Pereira.

O movimento grevista foi deflagrado por tempo indeterminado e terá a adesão das demais unidades hospitalares gradativamente, segundo explica Claudean Pereira. O líder sindical ainda informa que até o final desta semana os hospitais regionais de Araguaína e Araguaçu devem aderir ao movimento.