Polí­tica

Foto: Divulgação Eduardo Siqueira acusou o Governo do Estado de pedaladas Eduardo Siqueira acusou o Governo do Estado de pedaladas

O deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins, na sessão desta terça-feira, 30 de agosto, relacionando ao caso da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), que o governador do Estado, Marcelo Miranda (PMDB), merecia sofrer impeachment. “Se formos fazer um comparativo pelo que está respondendo a presidente da República, o governador merecia pelo menos cinco processos de impeachment”, disse.

Na tribuna da Casa e com servidores que estão em greve, nas galerias, Eduardo explicou o que é crime de responsabilidade. Disse que para abrir crédito especial o chefe do poder Executivo tem que mandar um pedido de autorização para o Legislativo, o que a presidente Dilma Rousseff teria deixado de fazer em Brasília/DF, segundo o deputado. Ainda comparando com o Governo Federal na gestão Dilma Rousseff, o deputado Eduardo Siqueira Campos acusou o Governo do Estado de pedaladas. “Eu explico em dois minutos o que que é pedalada aqui no Tocantins: É pedalar com o dinheiro do consignado do funcionário e permanecer no poder, é pedalar com o Funfarda da Polícia Militar e permanecer no Poder, é suspender direitos por decreto sendo que existe Lei e continuar no poder”, afirmou.

Segundo Eduardo Siqueira Campos, o Tocantins está parado, no caos. “O Estado está no caos, o serviço público parado causa um prejuízo para o Estado muito maior do que aqueles que já vem dando naturalmente e não aparece a figura do negociador, daquele que vai chamar os funcionários na mesa”, criticou.

Segundo Eduardo, o único caminho é sentar-se à mesa junto com as centrais sindicais para negociação. “Não feche os olhos, não tape os ouvidos, não cale a boca. Convide esse povo, governador. Faça a negociação da data-base, das progressões”, pediu. O deputado disse que o Governo do Estado se faz de cego, surdo e mudo.

O deputado criticou a falta de atenção na área da Saúde. “As repartições estão paradas e a população está sofrendo, ao ponto dos pacientes do HGP (Hospital Geral de Palmas) ontem fazerem, eu nunca tinha visto, passeata de doentes. Alguns não conseguem nem se levantar da maca mas até isso aconteceu ontem”, criticou.

Wanderlei Barbosa

O deputado Wanderlei Barbosa (SD) foi outro deputado que lançou críticas ao Governo do Tocantins. Para Wanderlei, o governo já deveria ter assumido a gestão hospitalar do Estado e deve sanar a paralisia porque passa o Tocantins. “Nós só queremos que o Governo assume essa questão, discutir com o servidor público, fazer propositura e encerrar esse estado de paralisia que vive o Tocantins”, disse.

O deputado chamou a atenção do Governo do Tocantins. “Precisamos reagir. Não dá para o governo ficar trancado dentro de um escritório, dentro de um gabinete enquanto as instituições estaduais estão paralisadas, enquanto o servidor que busca a data-base não tem uma resposta”, enfatizou.

Vilmar de Oliveira 

O parlamentar Vilmar de Oliveira (SD), disse que o Governo precisa resolver os problemas do Estado. "O governo precisa mostrar aonde é que está o dinheiro do Estado. O Estado não teve frustração de receita, a Secretaria da Fazenda mostra que o Estado arrecadou 13 % a mais do que no mesmo período do ano passado e então é importante essa busca dos servidores pelos seus direitos e o governo precisa chamar para conversar. Não dá para ficar esse impasse a vida toda. Nós vivemos um caos!", afirmou. 

Servidores públicos do Estado, de diversas categorias, estão em greve desde o dia 9 de agosto. Eles requerem o pagamento de data-base e retroativos de 2015, além da implantação do índice de 9,8307%, referente a data-base 2016.