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Mais uma vez a Justiça do Trabalho confirmou a legalidade da greve dos bancários no Tocantins. Duas liminares foram negadas referentes aos Interditos Proibitórios em que o Itaú Unibanco de Gurupi e do banco Bradesco de Palmas que moveram contra o Sindicato dos bancários do Tocantins para obrigá-lo a suspender imediatamente a greve. Em Palmas a decisão do juiz do trabalho do juiz titular Francisco Rodrigues de Barros, e em Gurupi a decisão foi da juíza Regina Celia Oliveira Serrano.

Os bancários estão em greve desde o último dia 6 de setembro e reivindicam melhores condições de trabalho e um reajuste salarial de 14,78%. Em todo Estado 142 agências permanecem fechadas do total de 158. Em Gurupi, a juíza destacou que o Itaú entendeu que banco não provou que os grevistas estavam impedindo o direito de ir e vir e marcou uma audiência para dia 26 de outubro.

Consta na decisão: “Pelos documentos trazidos aos autos, não vislumbro a presença de prova das alegações do Autor a autorizar a concessão da medida liminar pretendida, uma vez que não há prova mínima que indique que o Sindicato esteja adotando um posicionamento não pacífico em relação ao movimento paredista em curso em desrespeito à Lei nº 7.783/89, não havendo, sequer, indicação da agência bancária onde estão sendo praticados os fatos imputados ao Réu”.

O juiz Francisco Rodrigues de Barros, já havia negado no último dia 25 deferido de liminar na ação de Interdito Proibitório em que o Itaú Unibanco da Capital, contra o Sindicato. “Estamos dentro da lei. Isso só reafirma a legitimidade da nossa greve”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários, Crispim Batista Filho.

Negociação Fenaban

Mais uma vez a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) demonstrou que não importa com os direitos trabalhistas dos bancários apresentaram a contraproposta anterior em reunião nesta terça-feira, 27, sendo o reajuste de 7% e abono R$ 3.300 mil.

Após vários debates e mais uma vez a rejeição da comissão bancária de negociação, acontece hoje mais uma reunião com a Federação. A secretária geral do Sintec-TO, participa das negociações. O presidente do Sindicato, lamenta a frieza e o descaso dos banqueiros e pede a mobilização da categoria.

“Estamos sendo desrespeitados, uma vez que os banqueiros insistem em não apresentar uma proposta decente. Tratam com descaso todas nossas reivindicações. Estamos falando de uma categoria que trabalha sobre forte pressão, sofrem assédio moral, falta de segurança e muitos problemas de saúde. Vamos continuar em greve até que atendam nossas reivindicações”, afirmou Crispim.

Por: Redação

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