Polí­tica

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O vereador Júnior Geo (PROS), ironizou na sessão desta terça-feira, 8 de novembro, na Câmara de Palmas/TO, a proposta do prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB) de reduzir os salários do prefeito, vice e de secretários. O vereador criticou gastos abundantes da gestão em outras áreas que, segundo Geo, é que deveriam sofrer cortes, entre eles, na decoração natalina de Palmas que gasta muitos milhões do contribuinte todo ano. "A iluminação natalina ela não é mais importante que a saúde pública, a iluminação natalina não é mais importante que a segurança pública que é feita também pela Guarda Metropolitana, não é mais importante que a Educação Pública, mas é claro, ela se torna mais visível aos olhos da sociedade", ironizou. 

Júnior Geo lembrou que o salário do prefeito Amastha está bloqueado pela Justiça, para garantir dívidas em discussão em Santa Catarina/SC . "Se é para promover uma série de cortes, não é a tentativa de promover a redução de R$ 1 milhão ao ano em salários de prefeito que, cá entre nós, o prefeito não recebe esse salário, não recebe não porque o salário está sendo doado mas porque tem mais de ano que o salário está sendo bloqueado pela Justiça do Trabalho. O salário que o prefeito propõe uma possível redução é bloqueado pela Justiça do Trabalho", afirmou. 

Segundo Geo, a Prefeitura de Palmas conta com 25 secretarias, número maior do que em parte das capitais do País, com população superior a da Capital do Tocantins. 

O vereador afirmou acreditar que o gestor de Palmas vá reduzir no ano de 2017, gastos com locação de tendas, locação de veículos, entre outros. "Em relação aos gastos acredito que para o ano de 2017 o prefeito vá reduzir os gastos com locação de tendas, porque a ausência de repasse não possibilita os milhões que foram gastos nos anos anteriores. Talvez, acredito que o prefeito vá reduzir o gasto com a locação de veículos, que já foi solicitado por esta Câmara de Vereadores a placas dos veículos locados, o rastreio de GPS de todos os veículos e onde se localizariam porque o prefeito não encaminhou a esta Câmara de Vereadores, não encaminhou porque diga-se de passagem metade desses veículos deve ser de veículos fantasmas que a Prefeitura paga nota fiscal e o veículo não existe em prestação de serviço ao município. É aí que nós temos que promover o corte de gastos, com a má gestão dos recursos públicos", ironizou. 

Ainda de acordo com Júnior Geo, não há transparência do gasto público em Palmas. "Se não tem nada a temer, se falta dinheiro para aplicação devida, eu me pergunto o valor que hoje é pago na iluminação natalina, eu me pergunto do valor gasto com a locação de tendas, com a locação de veículos que não se sabe ao certo onde se encontram todos esses veículos", frisou. 

Lúcio Campelo também comentou a proposta do prefeito Carlos Amastha. Segundo ele, o prefeito está sendo demagogo. "Vejo esse posicionamento do senhor prefeito como demagogo, é demagogia querer criar uma situação dessa", disse. Segundo Campelo, foram R$ 27 milhões em tendas em três anos e meio de gestão. "A gestão anterior gastou R$ 1, 2 milhão em quatro anos, ele gastou R$ 27 (milhões) e esse dinheiro está fazendo falta agora. R$ 16 milhões de locação de veículo, esse dinheiro voou, foi para o bolso de alguém mas a sociedade foi conivente e gostou disso. R$ 38 milhões com pardais para multar a sociedade de Palmas e ninguém fala nada, reelegeram um malandro", afirmou.

Shows com sobrepreço 

O vereador Júnio Geo ainda criticou o valor pago em shows em Palmas. Segundo ele, enquanto se paga por determinado show o valor por municípios diversos no Tocantins e no Brasil, pelo mesmo show em Palmas se paga o dobro. "Em 2014 teve um show que Palmas pagou R$ 404 mil, quando o valor desse show, segundo orçamento que eu recebi, da empresa que era representante dessa dupla, o valor da empresa era R$ 45 mil. É exatamente ai que devemos ter o corte de gastos. O corte de gastos desnecessário, o corte de gasto onde se joga dinheiro pelo ralo e sabe-se lá quem está ganhando esse dinheiro", afirmou. 

Ainda de acordo com o parlamentar, uma pequena oligarquia está fazendo uso do dinheiro público para interesses particulares. "Quem está ganhando eu não sei ao certo, eu sei que tem um pequeno grupo, uma pequena oligarquia, que está fazendo uso do dinheiro público para interesses particulares mas quem está pagando essa conta somos nós cidadãos palmenses, somos nós a sociedade de Palmas que infelizmente reconduziu esse senhor ao executivo", acusou.