Meio Ambiente

Foto: Divulgação Brigada contra incêndio combate queimadas no Parque Estadual do Lajeado Brigada contra incêndio combate queimadas no Parque Estadual do Lajeado

Com o objetivo de apresentar os resultados obtidos durante os quatro anos de execução do Projeto Cerrado Jalapão no Tocantins, referente ao Manejo Integrado do Fogo (MIF), nas Unidades de Conservação e nas áreas de comunidades, adjacentes do Cerrado, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), promoverá nos próximos dias 22 e 23, o Seminário Regional - Manejo Integrado do Fogo (MIF).

O evento acontecerá no Centro de Monitoramento Ambiental e Manejo do Fogo, localizado na Universidade Federal do Tocantins, em Gurupi. O Seminário terá também como propósito, promover o intercâmbio de experiências nacionais e internacionais sobre o MIF, considerando a prevenção de incêndios; a preparação para o combate; o controle e a supressão de incêndios; a recuperação de áreas atingidas e a análise de regimes do fogo apropriados para o ecossistema. Além do Manejo do Fogo de Base Comunitária, com vistas ao aperfeiçoamento de estratégias nacionais.

Durante a programação além da participação de especialistas internacionais que irão ampliar as discussões, haverá também a participação de gestores de Unidades de Conservação estaduais e federais, como a de especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que irão enfocar  o sensoriamento remoto para mapeamento do fogo. Participarão também representantes de municípios, setores produtivos, ONGs e a comunidade. Dentre os temas em pauta, os desafios da prevenção e do combate a incêndios no cerrado, tendo o MIF como ferramenta de redução dos impactos do fogo. Assunto que será ministrado pela secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Meire Carreira.

“O Seminário Regional é um momento para troca de experiências e principalmente para realizar uma análise dos erros e acertos do Projeto Cerrado Jalapão. O manejo do fogo é uma ação que tem um resultado positivo, pois sabemos que o fogo zero é impraticável. O nosso objetivo é orientar o produtor da melhor forma possível, e levar o manejo no momento certo ao local certo”, adiantou.

A gestora destaca ainda que o Tocantins possui uma grande diversidade de ecossistemas como Floresta Amazônica, Cerrado e ecossistemas alagados. “Temos que proteger de forma estratégica e monitorada. A incidência de incêndios nos últimos anos se transformou em um grande desafio para essa conservação, além de ser um vilão para o clima global”. Para a secretária diante deste quadro, o manejo integrado equilibra a conservação ambiental e o sustento dos produtores rurais que utilizam o fogo.

Compartilhando com a secretária da Semarh está o presidente do Ruraltins, Pedro Dias. Para ele a extensão rural neste processo, tem sido uma grande aliada, já que demonstra para o produtor alternativas sem o uso do fogo na agricultura. “São práticas que podem gerar não só um ganho ambiental como também o econômico, com a geração de renda como a apicultura, o sistema agroflorestal, o artesanato e a recuperação de pastagem", destacou. O presidente considera também que o trabalho integrado entre as instituições parceiras dentro do projeto Manejo Integrado do Fogo, faz a diferença no meio rural, por meio das ações estratégicas de prevenção, manejo e controle do fogo. 

Biodiversidade 

O Cerrado é considerado a maior biodiversidade do mundo, contendo aproximadamente 5% da biodiversidade global, possuindo grande importância socioeconômica para a população local, incluindo povos indígenas e populações tradicionais. Ocupa uma área de mais de 2 milhões de km², equivalente a quase seis vezes o tamanho da Alemanha, e abriga nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul.

Com o avanço da fronteira agropecuária, a vegetação nativa do Cerrado corresponde hoje a apenas metade de seu tamanho original. Além disso, o problema de incêndios florestais recorrentes gera graves consequências, tais como a redução da biodiversidade, o aumento das emissões de gases de efeito estufa e problemas de saúde, causados pelo aumento da fumaça.

Parceiros

O Projeto Cerrado Jalapão é resultado de parceria entre o Governo do Tocantins por meio do Naturatins, Semarh e Ruraltins, com o Governo Federal através do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Banco Caixa,  Inpe,  Universidade Federal do Tocantins (UFT), Ministério Federal do Meio Ambiente da Natureza e Segurança Nuclear da República Federal da Alemanha,  Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e  Cooperação Financeira do Banco Alemão para o Desenvolvimento (KFW).