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O Governo do Tocantins tem dez dias para cumprir integralmente a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), de 1º de setembro, que concedeu a suspensão dos efeitos do Decreto nº 5.193/2015, restabelecendo as disposições da Lei no 2.851/2014, com todos os direitos dela decorrentes.

A determinação do dia 18 de novembro é do juiz Manuel de Faria Reis Neto, após o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), através do escritório Manzano Advocacia, entrar com pedido na justiça de cumprimento da Lei, conforme decisões de 1ª e 2ª instâncias.

"Como se observa dos autos, mais uma vez o Estado deixa de cumprir uma decisão judicial. Não bastasse as inúmeras decisões deste juízo que aguardam cumprimento pelo Sr. Governador ou pelos Srs. Secretários que lhe são subordinados, não bastasse o descumprimento à LEI 2.8518/2014, agora deixam de cumprir uma decisão proferida pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Tocantins. Um total desrespeito aos membros da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça tocantinense. Um desrespeito, como se o Executivo fosse uma espécie de Poder Moderador, com total preponderância sobre os demais Poderes Constituídos", expôs o magistrado na decisão.

O juiz ainda solicitou a expedição de ofício à Assembleia Legislativa em razão de infração político-administrativa; Aplicação de multa cominatória pessoal diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), até o limite de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e Expedição de ofício às promotorias que atuam na improbidade administrativa.

“Transcorrido o prazo sem o efetivo cumprimento, após a oitiva do Sindicato autor, encaminhe-se ofício à Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, na pessoa de seu presidente, para que receba esta denúncia e apure eventual prática de infração político-administrativa por parte do Governador do Estado do Tocantins, prevista na Lei no 1.079/1950 e expeça ofício ao Ministério Público”.

Governo do Estado 

Em nota encaminhada à imprensa, o Governo do Estado informou o não pagamento em razão de absoluta falta de recursos financeiros. De acordo com o Governo, hoje o Executivo está empenhado em pagar o salário de dezembro e também o 13º dos servidores públicos estaduais. "E com a efetivação do alinhamento salarial em questão, o Estado não terá capacidade de honrar com os compromissos de forma integral. Por essa razão, informa que ingressou com todos os recursos cabíveis e que aguarda o pronunciamento da Justiça". (Matéria atualizada às 16h55min)