Saúde

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A Rede Municipal de Saúde em Palmas já iniciou a vacina contra HPV em meninos de 12 a 13 anos, nas salas de vacinas da Capital. A vacinação para meninos foi disponibilizada pelo Ministério da Saúde esta semana e fará parte da rotina de vacinação da rede. 

O esquema de vacinação é de duas doses, com intervalo de seis meses, para meninos de 12 a 13 anos, sendo que a faixa etária para vacinação dos adolescentes será ampliada gradativamente até 2020.

De acordo com o Ministério da Saúde a inclusão de meninos no grupo alvo da vacinação amplia o público contemplado pelas ações de prevenção contra os diversos tipos de cânceres causados pelo HPV, antes mesmo de iniciarem a vida sexual, quando a vacina é considerada mais eficaz

Ainda segundo o Ministério da Saúde nos meninos, a vacina previne contra os cânceres de pênis, ânus e garganta e ajuda a diminuir a circulação do vírus na população, beneficiando também o público feminino no combate ao câncer de colo do útero e vulva.

De acordo com coordenadora da Central Municipal de Vacinas (Cemuv), Elayne Katzwinkel, a disponibilização da vacina contra o HPV, também para meninos, atende uma demanda já existente entre a população, uma vez que nos anos anteriores “já se recebia pedidos da população para vacinar meninos”. A coordenadora afirma ainda que os Centros de Saúde Compartilhados estão se mobilizando para realizar a busca destes adolescentes que estão na faixa em que a vacina está disponível.

Meninas

Desde 2013 a vacina contra HPV está disponível para as meninas. Atualmente, para o sexo feminino a vacina é administrada em meninas de 09 a 14 anos.

Meningite C

Simultaneamente à vacina contra o HPV, também está sendo aplicada a vacina contra meningite C, em meninos e meninas de 12 a 13 anos.  A meningite C é o subtipo mais frequente da doença, que é considerada grave e de rápida evolução.

Cadastro

O secretário executivo da Saúde, Whisllay Bastos, ressalta que a Semus tem aproveitado a vacinação para realizar um cadastro nominal dos adolescentes vacinados e assim fazer um melhor acompanhamento da rotina vacinal de cada um. “Nós implantamos um Sistema Nacional do Ministério da Saúde, que unifica o cadastro de todas as pessoas que são vacinadas, assim no caso do HPV, será possível identificar nominalmente o adolescente e acompanhar se este procurou a segunda dose da vacina seis meses após a primeira”, ressalta.

Outra vantagem do cadastro é que este pode ser acessado em qualquer unidade de saúde do País que possuir o sistema implantado, o que facilitará no caso de perda do cartão de vacinação por exemplo. “Antes se a pessoa perdesse o cartão de vacina teria que reiniciar todo o calendário vacinal. Com o Sistema, as informações sobre sua vacinação estará disponível no cadastro”, explica. (Secom/Palmas)