Saúde

Foto: Marcos Filho/Ascom

A Prefeitura de Araguaína está intensificando os trabalhos de combate ao mosquito Aedes Aegypti na cidade, nesse período chuvoso. De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Freitas, a Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vem desenvolvendo um trabalho constante no município para que o número de casos das três doenças transmitidas pelo mosquito (Dengue, Zika e a Chikungunya) não aumentem na cidade.

Dados

De acordo com Freitas, em 2016, o Centro de Controle de Zoonoses registrou 911 casos de dengue; 328 de Zika; e 11 casos de Chikungunya. Para que esses números diminuam neste ano, a Prefeitura intensificou os trabalhos de combate ao mosquito transmissor dessas doenças.

Mais de 70% de todos os focos encontrados estão dentro das residências, nos quintais das casas. “Exemplo, no bebedouro de animais, sacolas de lixo, vaso de plantas, calhas que é um problema muito sério”, explicou o superintendente.

População

O superintendente chamou a população para combater junto com o Município o mosquito. “A gente precisa de chamar toda a população da cidade para encarar essa guerra, para entrar de frente, para que todo cidadão tire uma vez por semana, duas vezes por semana, 10 minutos para inspecionar o seu próprio imóvel, a sua casa”, pediu aos araguainenses.

“As pessoas estão criando o mosquito. E isso é uma ação de consciência, enquanto a população não aderir a esses hábitos, esses números tendem a permanecer como estão, ou até mesmo aumentar”, alertou Freitas.

Ações

Dentre as ações, o superintendente informou que as visitas nas casas estão mais frequentes, e os agentes de combate a endemias também estão trabalhando em horários alternativos com o objetivo de encontrar os moradores nas residências. “Temos trabalhado no horário do almoço, para que possamos achar mais as pessoas nas suas casas”, explicou.

Além disso, a Prefeitura comprou um drone que serve para facilitar a inspeção em depósitos elevados, como caixa d’água, que é de difícil acesso, calhas nos prédios, e locais elevados que os agentes teriam muita dificuldade para fazer essa inspeção.

Também foi contratado um chaveiro para abrir as residências que estão abandonadas ou que mostram sinal de abandono.

Agentes

O superintendente de Vigilância em Saúde orientou para que a comunidade deixe que os agentes entrem nas casas para fazer o trabalho de combate a essas doenças, explicando que todos estão uniformizados e identificados.

“Tem muitas pessoas que não deixam nossos agentes a fazerem inspeção no imóvel. A função do nosso agente é fazer a inspeção do imóvel, achar possíveis criadouros e orientar o proprietário a forma de destruir esse possível criadouro”, explicou Freitas.

Operação Cata Papel

Outra ação que a Prefeitura vem promovendo é a Operação Cata Papel. De acordo com Freitas, a empresa que faz a limpeza na cidade tem uma equipe específica que está passando nos lotes baldios e catando materiais que possam acumular água, como copos descartáveis, sacolas. “Esse trabalho tem ajudado muito a minimizar o número de focos do mosquito”, destacou.