Saúde

Foto: Juliana Matos Parceiros da Sala Estadual de Enfrentamento discutem ações para mobilização contra o Aedes Parceiros da Sala Estadual de Enfrentamento discutem ações para mobilização contra o Aedes

Será realizada na próxima sexta-feira, 13, em Palmas, a primeira mobilização de parceiros da Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika. A data foi confirmada na primeira reunião da Sala Estadual em 2017 e que contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual, Polícia Militar, Exército Brasileiro, Secretaria de Estado da Educação, Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, Secretaria Especial de Saúde Indígena e do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde.

O cronograma de ações de intensificação do controle e combate ao Aedes aegypti no Tocantins definiu que as atividades de mobilização acontecerão em todo o Estado todas as sextas-feiras, a partir do dia 13, até o próximo dia 26 de maio de 2017. “Nós nos antecipamos e definimos que já vamos reiniciar os mutirões. Então de 13 de janeiro a 26 de maio, que é o período que tem mais incidência de chuvas e proliferação do vetor, serão realizadas ações em todo o Estado. Vamos trabalhar todos os meios possíveis para garantir que sejam realizadas mobilizações em Palmas e no interior também”, explicou o capitão do Corpo de Bombeiros, Marcelo Marinho, coordenador da Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika.

Mobilização

A definição do calendário semanal de ações foi discutida em reunião na sede do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, em Palmas, nesta quinta-feira, 5. A reunião aconteceu após webconferência entre Estados da Região Norte e o Ministério da Saúde com o intuito de atualizar as diretrizes de trabalho intersetorial nos estados. Na ocasião, o coordenador da Sala Estadual de Coordenação e Controle informou ao Ministério sobre os últimos mutirões realizados no mês de dezembro e esclareceu que, embora a Sala Nacional não tenha definido calendário nacional de mobilizações, o Tocantins já está com um calendário pronto. 

Novas diretrizes instituídas pelo Ministério da Integração Nacional para decretação de estado de calamidade pública e de estado de emergência e que podem incluir cenários epidemiológicos envolvendo o Aedes aegypti também foram comentadas na reunião em razão da Instrução Normativa nº 002/2017, que prevê o reconhecimento pelo Governo Federal de tais cenários de anormalidade e a liberação de recursos aos municípios para auxiliar na solução de situações consideradas anormais ou críticas. Sobre a Instrução Normativa, o superintendente estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Peterson Ornelas, frisou a necessidade de divulgação entre os municípios para que estes fiquem a par de possível auxílio financeiro. “É importante principalmente pela mudança de gestores municipais. São muitos gestores novos ingressando e que precisam ter ciência de como proceder no caso de necessidade de decretação de estado de emergência e estado de calamidade pública, também no caso da saúde”, ressaltou o superintendente. 

1º Mutirão

Em Palmas, o primeiro mutirão vai priorizar regiões identificadas como críticas, especialmente a Região Norte do Plano Diretor da Capital, conforme explica a gerente de Ações Territoriais de Vigilância em Saúde de Palmas, Silvana Teixeira. “Vimos que a maior quantidade de criadouros são domésticos. São latas de lixo, copinhos de plástico, caixas d’água, então cabe a  nós e ao morador uma intervenção constante. Cabe a nós adentrar a casa do morador e mostrar para ele que aquilo que a gente está encontrando já poderia ter sido encontrado e o problema resolvido”, completou a gerente municipal. 

Segundo ela, a mobilização também tem como foco o chamamento da população para a prevenção de focos do Aedes. “Identificamos que tanto a região Norte como a Região Sul atendem ao critério porque infelizmente, mesmo realizando mutirão de limpeza para retirar móveis, eletrodomésticos velhos e outros entulhos em áreas públicas, uma semana depois todo entulho é jogado novamente no local. Essa é uma questão de educação e de conscientização da população”, completou Silvana.