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Foto: Nelson Jr. / TSE A ministra poderá decidir monocraticamente ou levar ao pleno para votação A ministra poderá decidir monocraticamente ou levar ao pleno para votação

A ministra Luciana Lóssio, relatora no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Recurso Especial Eleitoral nº 122086, da Coligação "A Mudança Que a Gente Vê", do ex-governador Sandoval Cardoso, que pede a cassação do atual governador do Tocantins, Marcelo Miranda, ainda não emitiu seu parecer sobre o pedido, que tem parecer favorável do Ministério Público Eleitoral pela cassação desde setembro do ano passado

De acordo com informações repassadas nesta última segunda-feira, 6, pelo advogado de Sandoval, Rafael Moreira Mota, apesar de já ter se passado mais de 5 meses do parecer do MPE, ainda não há previsão para que a ministra dê o seu voto parecer sobre o caso. Em entrevista ao Conexão Tocantins, Rafael disse que, como é a ministra que pauta o processo, então ela é quem pode determinar quando emitirá seu parecer "se é daqui a seis meses, três meses e até então não disse nada", frisou o advogado. 

Gabinete da Ministra

O Conexão Tocantins entrou em contato com o gabinete da ministra Luciana Lóssio, em Brasília/DF, para obter mais informações. Segundo Talisson Leal, responsável pela recepção do processo no gabinete, o processo chegou para a ministra no dia 26 de setembro de 2016 e ainda aguarda análise da ministra Luciana para que haja a liberação para julgamento sem previsão de data. A ministra poderá decidir monocraticamente ou levar ao pleno para votação. 

Entenda

No Recurso Especial pesa contra o governador Marcelo Miranda a acusação de captação ilícita de recursos financeiros, o popular caixa 2, envolvendo um avião apreendido em 2014 no Estado de Goiás durante campanha eleitoral. 

Em setembro de 2014, a Polícia Civil apreendeu em um avião bimotor, em uma pista de pouso em Piracanjuba/GO, 87 km de Goiânia/GO, um montante no valor de R$ 500 mil e milhares de panfletos políticos de Marcelo Miranda que concorria ao cargo de governador na época. Na oportunidade, quatro pessoas foram presas e a suspeita levantada foi de caixa dois de campanha. 

(Confira aqui tudo que foi publicado sobre o caso).