Palmas

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Representantes do Sindicato dos Taxistas (Sintáxi) e também dos mototaxistas em atuação em Palmas (TO) deverão reunir-se na tarde dessa terça-feira, 4, com integrantes da Secretaria Municipal de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte para discutir a atuação da empresa Uber na Capital. A informação é do presidente do Sintáxi, Isaías Ribeiro Rodrigues.

O serviço de transporte começou a operar na cidade na tarde da última sexta-feira, 31, e, conforme Rodrigues, ainda não está refletindo de forma considerável no trabalho dos taxistas que atuam na cidade, mas esta é uma preocupação do sindicato. “Nós não queremos combater o serviço do Uber, queremos que haja concorrência com lealdade”, disse.

Segundo o representante dos taxistas, a entidade solicitou da Prefeitura de Palmas, e vai discutir no encontro de amanhã, que sejam adotados critérios para que a empresa possa atuar na cidade. “Para nós taxistas atuarmos, temos que seguir uma regulamentação. Sendo a Uber uma empresa, queremos que, para atuar, os motoristas cadastrados tenham que ter vínculo empregatício com ela; assim como que os veículos sejam fiscalizados da mesma forma que os taxis são e que seja exigida a qualificação dos motoristas”, defendeu.

Levando em consideração o fracasso de outros municípios aonde houve tentativa de proibir a adoção da modalidade de serviço ofertado pela Uber, Isaías Rodrigues afirma que, em Palmas, a estratégia adotada pelos taxistas é outra. “Nos lugares em que tentaram coibir na base do grito e da força, não funcionou. Nós não estamos tentando coibir, e sim, legalizar o serviço”, defendeu.

Em entrevista ao site Conexão Tocantins na última quinta-feira, 30,  o gerente de comunicação da empresa Uber, Pedro Prochno, afirmou que o Uber pretende ser “parte da cidade”, oferecendo à população uma alternativa acessível, moderna e eficiente de transporte. Segundo ele, o serviço vem, também, com a proposta de incentivar os palmenses a deixarem seus carros em casa.

Recentemente o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), disse que a empresa terá que pagar “altos impostos” para que a concorrência seja leal. Segundo Pedro, a empresa Uber é "completamente legal no Brasil e tem respaldo em lei federal" e está à disposição da gestão para que cheguem a um consenso de "regulamentação viável e moderna", informou.