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Foto: Adilvan Nogueira

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins, Roberto Pires, reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 08/06, com secretários estaduais, presidentes de sindicatos patronais e membros da diretoria da Fieto para a apresentação do Estudo das Potencialidades das Principais Cadeias Produtivas do Agronegócio que será entregue no mês de dezembro. O estudo será realizado pela empresa Markestrat contratada com recurso do Fundo de Desenvolvimento Econômico (CDE) e contrapartida da Fieto.

Serão mapeadas no estudo as cadeias de soja, milho, arroz, carne bovina, silvicultura e piscicultura. Entre os objetivos da pesquisa estão a análise da viabilidade financeira do desenvolvimento da indústria local, a comparação da competitividade do Estado frente aos demais nestas áreas e a identificação de meios de fortalecimento destes setores por meio da transformação dos produtos (industrialização dos bens primários produzidos pela atividade agropecuária local).

Os secretários das pastas de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Alexandro de Castro, de Agricultura e Pecuária, Clemente Barros, de Infraestrutura e Serviços Públicos, Sérgio Leão, e os representantes da pasta de Planejamento e Orçamento, o diretor Maurício Fregonesi e da Fazenda, o gerente Fernando Batista, participaram da reunião.  A apresentação do Estudo foi feita pelo engenheiro agrônomo criador do Centro de Pesquisas e Projetos em Marketing e Estratégia da Universidade de São Paulo - Markestrat, professor Doutor Marcos Fava Neves. Uma das perspectivas mundiais adiantadas por Neves é que o crescimento da produção será expressivo, mas, em contrapartida, o preço será mantido, o que exigirá criatividade e inovação dos produtores.

Estudos realizados pela Fieto apontam que a agroindústria, mais que uma tendência, deve ser uma recomendação para um Estado com grande oferta de commodities agrícolas onde estão em implantação modernos e eficazes canais para distribuição de seus produtos finais para mercados nacionais e internacionais. “A Agroindústria representa hoje 17% do PIB industrial do Tocantins e vem mantendo uma trajetória crescente que precisa ser observada e estimulada. O Estudo nos dará subsídios para a concepção de um modelo estadual de desenvolvimento industrial que contemple a real importância do apoio, de forma específica, a estas cadeias”, explicou o presidente Roberto Pires.

O secretário Alexandro ratificou a importância de fazer planejamento para superar esse momento crítico de indefinições que impacta diretamente a economia. “Em épocas que a atratividade fica prejudicada e que a iniciativa privada se sente receosa de promover novos investimentos, nós precisamos planejar e estudar formas para a retomada do crescimento”, disse referindo-se ao estudo.

Estudo

A entrega do estudo está prevista para o mês de dezembro deste ano. A metodologia foi desenvolvida pelo professor Doutor Marcos Fava que já realizou trabalho semelhante em outros estados, inclusive na Federação das Indústrias do Estado de Goiás. O ponto de partida é o levantamento de necessidades e de dados científicos e acadêmicos já existentes no Estado para contribuir com o trabalho de diagnóstico. Em seguida é feita a análise, revisão e consolidação dos dados elaborados pela consultoria que serão entregues em relatórios técnicos por cadeias.

Entrarão na análise itens como a viabilidade, nível técnico e políticas de apoio, uso potencial da terra, custos de produção e logística, preços de mercado, impostos, entre outros aspectos, de acordo com cada cadeia estudada.

Por: Redação

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