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O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, garantiu ao senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO) que a nova concessão para a duplicação da BR-153 deverá ser feita até o final do ano. O senador foi recebido no gabinete do ministro nesta quarta-feira, 28, em companhia da senadora Lúcia Vânia (PSB/GO). Os dois ouviram do ministro que ele aguarda apenas a publicação do decreto de caducidade do contrato de concessão com duplicação da BR-153, entre Anápolis/GO e Aliança do Tocantins, para iniciar o novo processo que vai levar à duplicação da rodovia.

Trata-se da primeira ação desta natureza que o Governo Federal toma, por recomendação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para possibilitar que a administração da rodovia tenha continuidade e atenda a contento aos usuários. A empresa vencedora do leilão de concessão, Grupo Galvão, não vinha cumprindo a sua parte. Por causa do seu envolvimento na operação Lava Jato, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu a liberação do financiamento que cobriria 70% do investimento total.

Duas concessões

O senador Ataídes – presidente da Comissão da medida provisória que tratou justamente das relicitações - solicitou ao ministro Quintella que sejam realizadas duas concessões, uma delas relativa exclusivamente ao trecho da rodovia que corta o Estado do Tocantins. Na opinião do senador, isso garantiria mais rapidez no processo, diminuindo a espera pelo início do atendimento ao usuário. O ministro concordou com a sugestão.

Enquanto a nova concessionária não assumir a administração da rodovia, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai fazer a manutenção da BR-153.

Para evitar mais mortes por atropelamento até a duplicação, Ataídes pediu que sejam construídas travessias urbanas nas cidades cortadas pela BR 153 – Fazenda do Tabocão, Nova Olinda, Brasilândia, Wanderlândia, Rio dos Bois, Darcinópolis, Palmeiras do Tocantins, Aguiarnópolis, Barrolândia Araguaína e Presidente Kennedy. Com isso, os pedestres terão mais tranquilidade na travessia da estrada.

O senador do Tocantins argumentou que a população do Estado não tem condições de pagar as altas tarifas que são cobradas em outras partes do país. Ele solicitou que as novas concessões contenham dispositivos que garantam o menor preço possível para o pedágio.