Saúde

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O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sintras/TO), repudiou a informação por parte do Governo do Estado de que o fornecimento da alimentação foi normalizado nas unidades hospitalares do Estado após negociação com sindicatos. 

A direção do Sintras informa que em nenhum momento o sindicato negociou o fornecimento da alimentação da forma que vem sendo determinada e oferecida nos hospitais. "O sindicato contrapõe está determinação ratificando que vem cobrando já alguns meses uma alimentação digna, satisfatória, em qualidade e quantidade, para todos os servidores que laboram nas unidades hospitalares", informa o Sintras. 

Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, a alimentação era pauta a ser discutida na última reunião da Mesa de Negociação do SUS do Estado, mas não foi o que aconteceu pois na ocasião o governo só informou aos membros da mesa que o problema já havia sido solucionado. 

Mas o representante do Sintras, suplente do presidente da entidade, Domingos Rodrigues da Silva, questionou e solicitou uma resposta oficial ao requerimento do sindicato sobre o assunto, que até aquele momento ainda não havia sido respondido. "Mas os gestores reafirmaram que já estava resolvido". 

A entidade frisa que não houve nenhuma negociação e nem discussão sobre a pauta com os sindicatos. Que a deliberação sobre padronização da alimentação foi exclusiva da gestão estadual. "Inclusive as reclamações continuam sobre a alimentação precária e que a direção dos hospitais públicos do Estado de Porto Nacional, o hospital Regional de Araguaína (HRA) e o Hospital Público de Augustinópolis informam que a padronização das refeições será a partir de amanhã, sexta-feira, 7", segundo o Sintras. 

Ainda de acordo com o Sintras, no documento da direção dos hospitais diz que os plantonistas com carga horária de 12 horas, sendo os diurnos (PD) terão direito somente a almoço e lanche da tarde, enquanto que o plantonista noturno (PN) são autorizados somente jantar e tomar o café da manhã.

Conforme a diretoria do Sindicato, é necessária uma boa alimentação para que os servidores cumpram suas obrigações da forma mais benéfica possível a quem necessita dos seus serviços. “O servidor bem alimentado irá gozar de boa disposição física e oferecer um atendimento de excelência aos pacientes”, destaca o presidente do sindicato, Manoel Pereira de Miranda.

Manoel Pereira ainda que o sindicato não vai aceitar que o governo manipule os servidores com uma alimentação insuficiente provendo o desencadeamento de um transtorno aos trabalhadores em saúde, filiados ao sindicato, e cobrará de todas as formas possíveis e legais para garantir o bem-estar dos servidores plantonistas, representados e filiados do sindicato, todas as refeições que os trabalhadores tem por direito como café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia da meia, conforme era fornecido há mais de vinte anos.  

O presidente do sindicato frisa ainda ser inadmissível que o governo proponha dar saúde a população as custas da saúde dos trabalhadores da saúde do Tocantins. “Isso é uma vergonha”, finaliza Manoel Miranda.