Palmas

Foto: Lucina Pires Schüller diz que as armas foram adquiridas com recursos próprios e estão devidamente lançadas na declaração de bens da Receita Federal Schüller diz que as armas foram adquiridas com recursos próprios e estão devidamente lançadas na declaração de bens da Receita Federal

O secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Humano da Prefeitura de Palmas, Cláudio Schüller, posicionou-se sobre a decisão do juiz federal João Paulo Abe, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que, no último dia 10 de setembro, lhe negou um pedido de restituição de um montante de R$ 55 mil apreendidos pela Polícia Federal durante operação em setembro do ano passado que investigava suposto porte ilegal de armas de calibre restrito por parte do secretário.  

Segundo Schüller, todas as armas que compõem o seu acervo de “atirador, caçador e colecionador possuem origem lícita e comprovada, e estão devidamente registradas e autorizadas pelas normas de regência”, informou o secretário por meio de nota ao Conexão Tocantins.

Schüller afirma que, no inquérito instaurado, segundo ele, através de “denúncia anônima e caluniosa, lançada em período eleitoral, às vésperas da eleição municipal”, comprovou com documentos idôneos e oficiais a regularidade de todas as armas, adquiridas no território nacional de outros colecionadores, segundo ele, igualmente credenciados.

De acordo com o juiz João Paulo Abe, ao analisar o pedido do secretário municipal, considerou haver indícios de que o produto da apreensão seja oriundo de lavagem de dinheiro. “No caso em apreço, apura-se a possível comercialização ilegal de armas de uso restrito, como fuzis e metralhadoras de grande valor de mercado, havendo ainda indícios de que a aquisição de armas teria sido o meio utilizado pelo diligenciado para a realização de branqueamento de capitais”, disse o juiz federal. 

Schüller ressalta que as armas foram adquiridas com recursos próprios e estão devidamente lançadas na declaração de bens da Receita Federal, não sendo a Prefeitura de Palmas sua principal fonte de renda. “Todas as minhas receitas sempre foram declaradas e são, indubitavelmente, compatíveis com os valores de aquisição do acervo”, justificou.

O secretário conclui afirmando sua confiança na atuação isenta do Poder Judiciário ao apreciar a investigação, “aguardo serenamente a conclusão do inquérito”, concluiu.