Polí­cia

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Por meio da Comissão Especial para Acompanhamento do Caso Danillo Sandes, a Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB/TO) e a OAB em Araguaína agradeceram, nesta sexta-feira, 22, a Polícia Civil por prosseguir com as investigações depois de prender nesta última quinta-feira, em Marabá/PA, os policiais militares Rone M. A. P. e João O. dos S. J. e o ex-militar Wanderson S. de S.. 

Os três são acusados de terem assassinado o advogado Danilo Sandes Pereira, 30 anos, no final de julho deste ano. Conforme a Polícia, eles agiram a mando de Robson Barbosa da Costa, que teria contratado o trio para o crime. Danilo Sandes trabalhava em um inventário da família de Robson, que, de acordo com as investigações, queria esconder parte do patrimônio para ficar com mais dinheiro da herança, estimada em cerca de R$ 7 milhões. Porém, Danillo Sandes não aceitou e seguiu trabalhando corretamente, o que motivou Robson a encomendar o crime.

"Para nós, da OAB Araguaína, é um alívio ver que a Polícia Civil não está medindo esforços para obter todo o esclarecimento necessário, a fim de, no final do devido processo legal, todos os responsáveis sejam condenados por essa brutalidade”, salientou o presidente da OAB em Araguaína, José Quezado.

Nesta semana, além da Comissão se habilitar no inquérito, a OAB-TO ganhou o reforço pessoal do procurador nacional de Defesas de Prerrogativas, Charles Dias, que também é criminalista.

“Nossa comissão está acompanhando todo o andamento do caso. O que aconteceu com nosso colega não pode ficar impune e o bom trabalho da Polícia Civil para que todos os culpados sejam condenados é essencial. Só temos a agradecer o que foi realizado até agora, especialmente aos delegados Rerisson Macedo e Guilherme Torres”, frisou Antônio Neiva Rego Júnior, integrante da comissão especial.

Integrante da comissão, o advogado criminalista João Fernando Nogueira Alves explicou que o inquérito tramita em segredo de Justiça, mas elogiou o trabalho da Polícia Civil, destacando que ele vem sendo muito bem feito. “A prisão temporária dos suspeitos foi decretada por ser imprescindível para as investigações do inquérito policial. O prazo é de 30 dias, prorrogável por igual período. Após a conclusão do inquérito policial, os autos serão encaminhados para o titular da ação penal, que é o Ministério Público, para o oferecimento da denúncia”, frisou João Fernando.