Educação

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Cerca de mil trabalhadores da educação municipal de Palmas/TO que fizeram parte do movimento grevista em setembro, tiveram 20 dias de salários descontados na folha de pagamento por determinação do prefeito Carlos Amastha, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintet). Com isso, alguns profissionais estão passando por dificuldades em relação ao deslocamento para o trabalho, e até mesmo na alimentação.

De acordo com o presidente Regional do Sintet, Fernando Pereira, as providências estão sendo tomadas. “Vamos ter que buscar mecanismos para dar condições dignas ao trabalhador da Educação que está sendo tão massacrado pela gestão Amastha”. 

Uma das ações promovidas pelo Sintet para reverter a situação estão a realização da campanha “Servidor Sem Salário Tem Fome”, que tem como objetivo arrecadar alimentos. Além disso, a contestação na Justiça é outra medida que está sendo adotada. “A diretoria do Sintet está entrando com um mandato de segurança, exigindo o imediato retorno dos vencimentos dos servidores que tiveram seus pontos cortados. Além do que foram 12 dias letivos e descontaram 20 dias. Descontaram finais de semana, feriado, descontaram tudo. Foi uma maldade muito grande e estamos entrando na Justiça”, afirmou o sindicalista.

A categoria conta com o apoio do Ministério Público, bem como a Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO), que defendem a reposição das aulas. "Temos os pareceres do Ministério Público que não teve dia letivo e que não deveria ter cortado o ponto e sim discutido a reposição. Ficou muito nítido que as pessoas que foram para tentar substituir os trabalhadores em educação não tinham qualificação para isso”, disse Fernando. “Nós não podemos prejudicar as crianças e vamos dar aulas, mas porque cortou o ponto e não negociou a reposição?”, questionou o sindicalista. 

Campanha

Segundo o líder sindical, Fernando Pereira, mais de mil servidores sofreram redução nos seus vencimentos. “A gente solicita o engajamento de toda sociedade palmense e tocantinense para doar alimentos. Vamos precisar da solidariedade nesse momento tão difícil que a educação está passando”, afirmou. 

Ainda de acordo com o presidente Regional, devido alguns servidores já possuírem dívidas com desconto em folha, receberam apenas centavos. “Já a maioria recebeu R$ 3, R$ 5 e pouco. Tem trabalhador da Educação que está na iminência de passar fome mesmo e tem professores que não tem o dinheiro nem para o transporte para estar indo à escola”.

Além da campanha de alimentos, os servidores disponibilizaram uma conta para doação em dinheiro e estão organizando a realização de bingo, bazar, galinhada beneficente para arrecadar fundos. Todo o valor levantado será dividido entre os grevistas para pagamento de contas de água, energia, telefone, além do transporte.

Para saber os pontos de coleta e dados bancários para contribuir, acesse o link: http://www.sintet.org.br/ultimasnoticias-448-servidor-sem-salario-tem-fome-contribua