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Na tribuna da Câmara de Palmas, na sessão matutina desta quarta-feira, 11, o vereador Diogo Fernandes (PSD) informou sua saída da base do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). Diogo disse não compactuar com muitas decisões do gestor. "Entre muitas razões que não compactuei, que não concordo, divergências ideológicas, resolvi tomar essa decisão", disse. 

Vetos, demissões, forma de atendimento aos servidores, em especial aos professores, e construção do shopping a céu aberto em Taquaralto foram alguns dos motivos elencados pelo parlamentar para a decisão de sair da base. "Não podia compactuar quando o prefeito Carlos Amastha, por exemplo, matou a Avenida Tocantins, fazendo aquele projeto fracassado que é o shopping a céu aberto. Não podia virar as costas aos comerciantes, assim como também não poderia ter virado as costas aos nossos professores, porque o prefeito não respeitou o direito, a liberdade de expressão e o direito de greve dos professores", frisou.

Segundo Diogo, o prefeito usa da máquina pública para interferir na vida das pessoas. "Minha decisão é muito clara, não tem condições. Minha postura será sempre a mesma: buscar o bom senso e a coerência", afirmou. 

Para Diogo Fernandes, o gestor não tem senso. "Nossa população hoje está padecendo de necessidade, estamos numa crise ferrenha e a gestão precisa ter essa sensibilidade de entender que esta cidade está morta, morta comercialmente", avaliou. 

Ainda de acordo com o vereador, Carlos Amastha precisa saber escutar. "Temos aqui vários bairros dentro de Palmas que não tem asfalto e tenho visto nos últimos dias, muitos lugares sendo asfaltados duas vezes, lugares que não precisam. Se for falar, não aceita, não pode falar. Nunca vi isso. Fui eleito achando que poderia, sendo base, construir e impor os meus pensamentos também", criticou.