Polí­tica

Foto: Divulgação Pugliesi convocou o secretário Marcos Musafir para prestar esclarecimentos Pugliesi convocou o secretário Marcos Musafir para prestar esclarecimentos

Com a presença do secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, na Assembleia Legislativa do Tocantins na manhã desta quarta-feira, 6, o deputado José Augusto Pugliesi (Sem Partido), autor do pedido de convocação do secretário, reclamou da qualidade dos serviços prestados no Tocantins. "De uma forma, talvez de pouca explicação, principalmente para a comunidade tocantinense, estamos vivendo um momento bastante traumático com relação a questão da Saúde no Tocantins", disse. 

Musafir foi convocado para prestar, entre outros, esclarecimentos sobre a "Operação Marcapasso", deflagrada pela Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins, tendo como objetivo a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais) de alto valor agregado e grande custo para o sistema de saúde. "Operação que, para quem está de fora, parece um conluio organizado, armado, preparado para roubar o dinheiro do povo do Tocantins", disse Pugliesi. 

Para Augusto Pugliesi, uma minoria enriquece com o dinheiro do povo, enquanto o povo paga pela ausência da Saúde. "Ontem assistimos o desdobramento em Araguaína (TO). Será que vai vir para Gurupi, será que vai ter em Paraíso (TO)?", questionou. 

De acordo com Pugliesi, há recursos e também investimento na área da saúde no Tocantins, porém, segundo ele, a contrapartida de serviços não vem acompanhando o alto volume de recursos aplicados. "O maior percentual de gastos, sem sombra de dúvidas, é com pessoal", disse. 

Pugliesi pediu “nome aos bois”. “Cada dia que ligamos a televisão é um problema. Agora até na cúpula da medicina cai à credibilidade”, disse. O deputado pediu a Musafir que “no próximo orçamento o dinheiro do povo do Tocantins seja mais bem utilizado e o povo seja o fim e não que bandidos travestidos de profissionais possam desviar, roubar, locupletar e o povo pagar a conta e nós da classe política sermos responsabilizados”, afirmou. 

Operação Marcapasso 

A investigação teve início quando os sócios da empresa Cardiomed Comércio e Representação de Produtos Médicos e Hospitalares LTDA-EPP foram presos em flagrante por terem, segundo a PF, na qualidade de proprietários da empresa, fornecido à Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais cujos prazos de validade de esterilização se encontravam vencidos. 

No decorrer das investigações, veio à tona um vasto esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins mediante o direcionamento de processos licitatórios. O esquema engendrado possibilitava o fornecimento de vantagens ilícitas a empresas, médicos e empresários do ramo, bem como a funcionários públicos da área de saúde. 

As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, associação criminosa, dentre outros.  

Nome 

O nome da operação é uma alusão a um dos itens mais simbólicos e conhecidos da área de cardiologia, o marca-passo. Esse era um dos itens que integravam alguns dos editais “fraudados” em procedimentos licitatórios na área de cardiologia na rede pública de saúde do Estado do Tocantins 

Saiba mais sobre a operação, clicando aqui.