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Foto: Divulgação Senador Ataídes Oliveira também se posicionou contrário à norma aprovada pelo TSE Senador Ataídes Oliveira também se posicionou contrário à norma aprovada pelo TSE

A notícia de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o autofinanciamento de campanha não foi bem recebida pelos diretórios regionais de alguns partidos no Tocantins. De acordo com as lideranças políticas ouvidas pelo site Conexão Tocantins a possibilidade de que os candidatos possam usar recursos próprios para financiar suas campanhas em 2018 irá beneficiar os ricos e criar uma concorrência desleal entre os candidatos.

De acordo com a resolução, no caso da disputa pela Presidência da República, o valor máximo com gastos de campanha será de R$ 70 milhões. Nas eleições para o cargo de governador, os valores vão de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para a disputa a uma vaga no Senado, os limites variam de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para deputado federal, o limite é de R$ 2,5 milhões e de R$ 1 milhão para as eleições de deputado estadual ou distrital. O relator foi o ministro Luiz Fux, que ocupa a presidência do TSE desde o dia 6 de fevereiro.

Para o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins, deputado estadual José Roberto Forzani, os candidatos milionários serão favorecidos, pois poderão injetar dinheiro do próprio bolso enquanto que candidatos em situação financeira inferior serão prejudicados. “A mesma regra deve valer para todos. Essa possibilidade do candidato gastar o que puder na própria campanha só vai beneficiar os ricos.” Declarou o presidente.

O presidente estadual do PSDB, senador Ataídes Oliveira, também se posicionou contrário à norma aprovada pelo TSE. Segundo ele, todos os candidatos deveriam concorrer em condição de igualdade, mas acredita que o autofinanciamento não vá ter peso tão grande nas campanhas no Tocantins. “Eu, por exemplo, tenho condições de investir um pouco mais na minha campanha, entretanto, acredito que nestas eleições não vai ser o poder do dinheiro que vai definir os resultados, mas sim a história do candidato e seu comprometimento com o Tocantins”, disse o senador.

O Solidariedade (SD) também criticou a norma. O presidente do diretório regional, deputado federal Eduardo Gomes, disse que para o partido o autofinanciamento é “uma matéria controversa” já que candidatos “menores” terão que contar com mais apoio de seus partidos e ter uma boa arrecadação de campanha para competir em condição de igualdade com candidatos mais ricos. “O ideal seria um limite interno de 30% ou 40% e não o limite de gastos para o cargo, mas pelo menos a questão do autofinanciamento não é mais uma coisa ilimitada como era anteriormente”, avaliou Gomes.

O TSE tem agora até o dia 5 de março para rever a decisão, que é a data limite para que se publique todas as regras definitivas para as eleições de 2018.